sábado, 10 de outubro de 2015

O Sol


Sol

O Sol é a estrela mais próxima de nós. Todos os planetas do sistema solar giram ao seu redor e cada um com um período diferente. Ele é o responsável pelo suprimento de energia da maioria dos planetas. Quando as pessoas visitam observatórios as perguntas mais comuns que surgem a respeito do Sol são: o que é o Sol e como ele funciona? Do que ele é feito? Mas, antes de responder a essas perguntas veremos alguns dados curiosos a respeito do Sol.
O Sol só é uma estrela por causa da grande quantidade de massa que ele tem, 332 959 vezes a massa da Terra. Ele é constituído, principalmente dos gases hidrogênio e hélio, os dois gases mais leves que temos. Quando se diz que o Sol tem quase 98% de gases a pergunta mais comum que aparece é: como é possível o Sol ter tanta massa, ser tão grande sendo formado de gases?
Bem, essa é uma longa história e que nem mesmo os cientistas que estudam o Sol e outras estrelas sabem explicar exatamente como acontece, mas uma coisa eles sabem: Antes de existir o Sol e os planetas o que existia no lugar do sistema solar era uma enorme nuvem de gases e poeira muito maior que o sistema solar. Os gases são os que conhecemos: oxigênio, nitrogênio e principalmente hidrogênio e hélio; a poeira são todos os outros elementos químicos; ferro, ouro, urânio, etc… mas, a grande parte dessa nuvem era o hidrogênio e o hélio. Por algum motivo que ainda não é bem explicado essa nuvem encontrou condições para se aglomerar, se juntar em pequenos blocos, esses blocos começaram a se juntar em blocos cada vez maiores. Um desses blocos, o que se formou primeiro, no centro da nuvem, ficou tão grande e pesado que sua força gravitacional tornou-se suficiente para reter os gases com muita facilidade. Esse bloco aumentou tanto de tamanho e massa que acabou por se transformar numa estrela: o Sol. Os blocos menores que se formaram ao redor do bloco central deram origem aos planetas. CUIDADO! Muitas pessoas pensam que os planetas são pequenas bolhas expelidas pelo Sol. Isso porque os cientistas do século passado e começo deste século pensavam assim. Hoje em dia sabe-se que isso não é verdade. A teoria da nuvem de gás e poeira é a mais aceita entre cientistas atuais.

LOCALIZAÇÃO

O Sol ocupa uma posição periférica na nossa Galáxia,ou seja, ele está a 33.000 anos luz do centro galáctico, o que corresponde a 2/3 do raio galáctico. Nós estamos num dos braços espirais, o braço de Orion, como mostra o esquema a seguir.

O Sol também está orbitando em relação ao centro gravitacional da nossa Galáxia. O ano do Sol é de aproximadamente 230 milhões de anos terrestres e sua velocidade orbital é de 250 km/s, sendo que todos os demais corpos do Sistema Solar o acompanham nessa viagem. Sabe-se que o Sol realizou cerca de 250 revoluções completas até hoje. A idade do Sol é de cerca de 4,5 bilhões de anos.
O Sol, estrela de quinta grandezaé o principal componente do nosso Sistema Solar e o mesmo é um dos millhões de Sóis existentes em nossa Galáxia.
Se o Sol for colocado a distância de 32,6 anos-luz de nós, o seu brilho será semelhante ao de uma estrela de quinta magnitude. Objetos vistos ou comparados a essa distância, nós definimos o seu brilho como Magnitude Absoluta. O Sol tem magnitude absoluta igual a cinco, dai a expressão estrela de quinta grandeza.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Pela Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton (1642-1727), foi possível obter a massa da nossa estrela que é estimada em 332 959 vezes a massa da Terra, equivalendo a 1,989 1030 kg, com um raio de 695 500 km . Sua densidade média é 1.4 g/cm3, mas a matéria não é homogênea em seu interior. A densidade no centro do Sol é muito maior, enquanto que nas camadas externas é muito inferior. O seu eixo de rotação tem uma inclinação em relação ao plano da eclíptica de 7° 15”.
Apesar de sua massa ser milhares de vezes maior que a da Terra, sua gravidade na superfície é apenas 28 vezes maior que a gravidade terrestre. A temperatura na sua superfície é de cerca de 5770 K, e não é uma superfície sólida, mas sim em estado de plasma e gás.
O fato de o Sol ser basicamente um corpo constituído por um fluido (plasma e gás), provoca o fenômeno conhecido como rotação diferenciada. A velocidade dessa rotação varia nas diferentes latitudes com um valor máximo no equador (2 km/s) correspondendo a 25,03 dias e uma mínima nos pólos com um período de 30 dias. Essas informações só foram possíveis graças às manchas solares, as quais nós abordaremos melhor mais adiante. Isso é a chamada rotação diferenciada, a qual nós representamos com o seguinte esquema.
O Sol representa 99,867% de toda a massa do Sistema Solar e a restante está dividida entre os planetas, asteróides, satélites, e cometas do Sistema Solar. A massa do Sol apresenta a seguinte distribuição:
Camadas Externas (Fotosfera e pouco abaixo)
0,2% de elementos pesados
7,8% de hélio
92% de hidrogênio
Raio695 500 km,109 raios terrestres
Superfície6,16 1013km211.881 vezes a terrestre
Volume1,44 1018km31,3 106 vezes o terrestre
Massa1,9 1030 kg334.672 vezes a terrestre
Densidade1,4 g/cm30,26 vezes a terrestre
Luminosidade3,9 1027 kW———
Temperatura Superficial5770 K———
Temperatura no Centro1,5 107K———
Gravidade Superficial276 m/s228 vezes a terrestre

O funcionamento do Sol e a sua Estrutura Interna

Quando só se conheciam as reações químicas (combustão) para a produção de fogo e calor, pensava-se que o Sol funcionava da mesma maneira, mas quando os astrônomos conseguiram calcular sua massa e quantidade de energia necessária para mantê-lo aquecido constatou-se que ele não iria durar mais de 100 anos. Como o Sol é muito mais velho que 100 anos, a natureza deveria ter criado outra maneira muito mais eficiente de se produzir energia. Só na primeira metade desse século é que se descobriu a existência da energia nuclear.
NÚCLEO: No Sol, a energia nuclear é produzida com o hidrogênio fazendo o papel de combustível. Sabendo como fazer a temperatura de um gás subir é possível entender como ocorrem as reações nucleares do Sol. Sabemos que, quando um gás é comprimido (pressionado) ele aquece. Perceber isso é fácil: encha um pneu de bicicleta usando uma bomba manual. O bico do pneu e a parte da bomba que está próxima do bico ficam bem aquecidos. Isso acontece porque o ar (gás) que está dentro da bomba é comprimido pela força que você faz. Quando o pneu fica quase cheio e você tem que fazer mais força, ou seja, comprime mais ainda o ar ele fica cada vez mais quente. Agora imagine no Sol onde a pressão é milhões de vezes maior que a pressão na Terra. Sabemos também que a pressão aumenta com a profundidade. Mergulhando numa piscina com 2 ou 3 metros já percebemos o aumento da pressão em nossos ouvidos. No Sol, pode-se afundar até 50 vezes o diâmetro da Terra sem chegar ao seu centro, fica até difícil de imaginar a pressão que existe lá. Toda essa pressão faz com que o hidrogênio atinja temperaturas de 15 milhões de graus no centro do Sol. Com o gás nessa temperatura e pressão é que ocorrem as reações nucleares que mantém o Sol aquecido. Essas reações são milhões de vezes mais poderosas que as reações nucleares produzidas na Terra. Além disso, não se conseguiu produzir, na Terra, reações do mesmo tipo que acontecem no Sol.
As reações nucleares do Sol transformam o hidrogênio em hélio e nessa transformação é liberada uma enorme quantidade de energia. Nós aqui na Terra recebemos uma pequenina parte da energia que o Sol produz.
Somente no século XX é que se atingiu conhecimentos teóricos suficientes para elaborar uma teoria a respeito de toda a energia que o Sol irradia . Sabe-se que o Sol está atualmente em equilíbrio térmico (temperatura média aproximadamente constante), mas nós sabemos também que ele emite muita energia na forma de calor e luz. Porém para se manter esse equilíbrio é necessário uma fonte interna de energia. Essa fonte está no seu núcleo, que através de reações termonucleares funde átomos de hidrogênio e forma átomos de hélio. Seu núcleo está a uma temperatura de 15 milhões de Kelvin e possui uma pressão da ordem de bilhões de atmosferas, sendo que esses valores vão decrescendo juntamente com a densidade, de modo não linear, conforme afasta-se do núcleo em direção à superfície. A variação térmica (considerada do núcleo para as camadas mais externas) determina a estrutura interna da estrela conforme o modo de propagação da energia. Os principais mecanismos de transporte energético encontrados no Sol são o radiativo e o convectivo, esquematizados a seguir:
O RADIATIVO: representado pela “Zona de Irradiação”, é a camada do Sol onde a energia propaga-se da mesma maneira que a luz, ou seja, através da irradiação e por isso não depende do meio para se propagar. O meio atua no sentido de atenuar a energia.
O CONVECTIVO: representado pela “Zona de Convecção”, é a camada do Sol onde a energia se propaga através de movimentos convectivos, ou seja, a parte que está em contato com a “Zona de Irradiação” é aquecida e, com isso, sua densidade diminui e tende a subir para a superfície e o que está na superfície desce para entrar em contato com a “Zona de Irradiação”. Esse é o mesmo processo que ocorre com a água fervente num recipiente em aquecimento no seu fundo.
Utilizando-se desse processo, o Sol está emitindo energia desde sua ignição a 4,5 bilhões de anos e os cálculos realizados indicam que ele emitirá energia da mesma forma por pelo menos mais 5 bilhões de anos, que é quando estarão esgotadas as reservas de hidrogênio em seu núcleo. É importante saber que a emissão de energia do Sol não é uniforme, ou seja, há variações no fluxo de energia emitida, que pode chegar, em casos excepcionais, a 5% do fluxo médio de energia. Atribuindo-se o nome de “Sol calmo” quando ele mantem-se no mínimo de emissão de energia e “Sol ativo” quando está no máximo de emissão. Esse mínimo ou máximo é observado quando há um número menor ou maior de fenômenos em todas as suas camadas. Essas variações influenciam o meio interplanetário, sendo que na Terra observa-se muitos efeitos na atmosfera e no campo magnético.

CAMPOS MAGNÉTICOS

George Ellery Hale (1868-1938) foi quem detectou os campos magnéticos solares. Utilizando-se de um instrumento, o espectrógrafo de alta dispersão, ele descobriu que algumas linhas produzidas nas proximidades das manchas solares eram duplas e até mesmo triplas ou seja, no lugar de uma linha com certo comprimento de onda, via-se uma linha à direita e à esquerda daquele comprimento de onda e até mesmo a original e duas outras laterais. Esse fenômeno de duplicação de linhas é chamado de efeito Zeeman e ocorre quando a fonte emissora de luz está submetida a um campo magnético (nesse caso a fonte emissora é a mancha solar). Hale pôde calcular o campo nessa região que chega a 5000 Gauss e ainda conseguiu provar que o campo magnético geral, gerado pelo Sol, é da ordem de 1 a 2 Gauss. Esse campo magnético está dirigido de norte para sul, porém nas regiões onde se encontram os campos magnéticos intensos (1000 Gauss), estes estão dispostos, no sentido leste-oeste. O estado de plasma, que se encontra a matéria Solar, oferece pouca resistência à corrente elétrica o que faz com que toda a estrela se comporte como uma bobina elétrica.
Descobriu-se posteriormente que as linhas de força do campo magnético estão confinadas no plasma, ou seja,comportam-se como se estivessem ligadas às particulas que o compõem e acompanham o fluxo de matéria. Com isso a rotação diferenciada acaba deformando essas linhas como se fossem tiras de borracha. As linhas do campo magnético sofrem um processo de condensação, até cada grupo assumir a forma espiralada. Daí encontram-se espirais ao longo de todos os meridianos e todas no sentido leste-oeste (sentido de rotação). A concentração dessas linhas equivale a maior intensidade dos campos magnéticos em relação a situação inicial, e como a rotação não é uniforme cada espiral pode ser esticada até formar um laço. Em certos momentos os laços se rompem e afloram na superfície. Nesse momento temos a formação das manchas solares.

ESTRUTURA EXTERNA DO SOL

FOTOSFERA: Aparentemente a olho nu e com instrumentos de baixa precisão a superfície solar é bastante uniforme. Na realidade ela é formada por pequenas estruturas hexagonais, os grânulos, de forma irregular e separadas por zonas mais escuras. Verificou-se posteriormente que essas estruturas são topos de colunas ascendentes de gás aquecido que ao se resfriarem descem pelas zonas escuras vizinhas decorrentes dos processos de convecção, que mistura o gás nas camadas inferiores à fotosfera. Estima-se que a diferença de temperatura entre os grânulos e as zonas escuras é de cerca de 1000 K.
Como o campo magnético é muito intenso em certas regiões (pelos efeitos explicados anteriormente) as linhas ficam quase perpendiculares à superficie e a matéria tende a se mover ao longo das linhas, nesse caso, a matéria fica “confinada” a elas. Com isso há um bloqueio no movimento convectivo e o plasma desloca-se verticalmente, acompanhando as linhas e não horizontalmente para descer pelas zonas escuras. Então reduz-se a propagação do calor em certas áreas, que se tornam mais frias que as áreas circunvizinhas, emitindo pouca radiação. Isto é que caracteriza a mancha solar na fotosfera.
Constatou-se que o número de manchas solares sofre variações periódicas e essas variações estão ligadas ao “Sol calmo” e ao “Sol ativo”. Partindo do “Sol calmo” ,estágio de mínima atividade, observa-se que durante 4,6 anos há um aumento rápido das manchas atingindo um valor máximo. Após esse máximo transcorrem cerca de 6,4 anos onde se constata uma diminuição gradual nas manchas, atingindo novamente uma atividade mínima. No total entre um estágio de 4,6 anos de “Sol ativo” e o outro estágio de 6,4 anos de “Sol calmo” decorrem cerca de onze anos. Embora cada onze anos de atividade seja igual ao outro no seu aspecto visual, deve-se considerar que a polaridade magnética do Sol se inverte, ou seja, as  manchas que ocorreram no hemisfério norte durante o “Sol ativo”, irão ocorrer no hemisfério sul no estágio correspondente (“Sol ativo”) e vice-versa. Com isso nós temos um período completo vinte e dois anos de atividades solares, quando então o ciclo recomeça.
CROMOSFERA: É uma região externa à fotosfera. A temperatura na cromosfera se reduz a partir da fotosfera até atingir 500 km de altitude com 4000 K e, então há novamente um aumento até atingir 9000 K a altitude de 2000 km quando se inicia a coroa. A observação da cromosfera, por muito tempo só foi possível quando ocorriam eclipses totais que encobriam a luz fotosférica. Só há poucas décadas desenvolveu-se um instrumento , o coronógrafo, que simula o eclipse solar total, e nada mais é do que um telescópio preparado com filtros e obstáculos especiais que permitem somente a passagem da luz da cromosfera e coroa.
Ocorrem ainda as protuberâncias solares que se elevam da cromosfera para a coroa. Estas são visíveis sem instrumentos durante os eclipses solares totais, ou com o auxílio do coronógrafo. Essas protuberâncias podem ser eruptivas, de rápida duração, ou protuberâncias quiescentes que podem durar várias rotações solares. As protuberâncias possuem uma densidade muito superior à coroa circundante e temperatura de 10.000 a 20.000 K. Esses fenômenos são devido à assossiação de campos magnéticos que variam de 20 a 200 Gauss.
Quando as explosões que dão origem às protuberâncias ocorrem, e isso aparece principalmente nas proximidades das manchas solares na fotosfera, é que se percebe a influência do Sol sobre a atmosfera terrestre. Tal atividade pode interromper as comunicações a longa distâncias. Ocorre que partículas com muita energia são lançadas ao espaço e atingem a Terra provocando uma ionização da atmosfera terrestre. Em consequência, a ionosfera (camada atmosférica terrestre) deixa de refletir as ondas de rádio emitidas pelo Sol para o espaço e as ondas de rádio das emissoras de volta para a Terra, podendo interromper as comunicações a longa distância. Grande parte da radiação emitida pelo Sol atenua-se na nossa atmosfera, a qual atua como filtro bloqueando as radiações mais prejudiciais às formas de vida na superfície terrestre.
 

COROA: É a camada mais impressionante do Sol e a mais extensa delas (abrange praticamente todo o Sistema Solar). A densidade da matéria nessa camada é cerca de 10 milhões de vezes menor que na fotosfera e diminui conforme se afasta do Sol. Em condições normais também não pode ser vista, pois a sua emissão de luz é um milhão de vezes menor que a luz da fotosfera. Pode ser visualizada em eclipses solares totais e com o coronógrafo. A Coroa pode ser distinguida em três regiões: Coroa interna com expessura 1,3 raios solares a partir da cromosfera; Coroa intermediária que vai de 1,3 a 2,5 raios solares e a Coroa externa de 2,5 a 24 raios solares. Ao longo da translação terrestre, a Terra caminha imersa na coroa solar, e a radiação presente nela (advinda do Sol) bombardeia continuamente nosso planeta.
 


Para podermos imaginar o quanto essa reação nuclear é poderosa vamos fazer a seguinte comparação. Se o Sol fosse formado pelo combustível mais eficiente que se conhece, que é o combustível usado no ônibus espacial, e todo o Sol fosse queimado, ele duraria cerca de 100 anos. Sendo movido a energia nuclear apenas 1/3 do hidrogênio do Sol será consumido e mesmo assim os cientistas acreditam que ele irá funcionar por mais 5 bilhões de anos. Considerando que ele já tem quase 5 bilhões de anos, a vida do Sol será de aproximadamente 10 bilhões de anos, ou seja o Sol irá durar 100 milhões de vezes mais do que se fosse movido por energia química.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Estes 20 recursos todos os smartphones Android deveriam ter!

Todos os anos os smartphones Android recebem novos recursos e funções que aprimoram a nossa experiência de uso com o dispositivo e o software. Com isso, nossos celulares acabam virando um aliado indispensável para diversas situações cotidianas, sejam elas simples ou de extrema urgência. Neste artigo nós reunimos as principais características e recursos que você encontrará em modelos topos de linha e intermediários mais avançados. Confira a seguir.

1 - Leitor de impressões digitais

Esse recurso é relativamente novo, mas é comprovadamente útil e importante. Com a chegada do Android 6.0 Marshmallow, o suporte para sensores de impressões digitais foi implementado de forma nativa, assim, todos os fabricantes e desenvolvedores poderão incorporar este recurso em softwares e aplicativos específicos. Assim, o sensor de impressões digitais poderá se tornar uma regra para os próximos topos de linha e, futuramente, chegará em intermediários mais avançados em algum momento.
A presença do leitor de impressões digitais em um modelo não deve, teoricamente, encarecer muito o preço final do dispositivo, visto que esse item é mais um implemento de segurança do que um recurso de luxo. OOnePlus 2 é um belo exemplo dessa teoria, oferecendo um scanner de digitais por um preço acessível internacionalmente.
oneplus 2 fingerprint scanner 2
Sensor de impressões digitais do OnePlus 2. 

2. NFC

O NFC não é um recurso tão notável como o sensor de impressões digitais, mas é um item que está presente em muitos dispositvos de segmentos diferentes. É possível utilizar o NFC de diversas formas, como: transferir arquivos, compartilhar contatos, pagamentos de compras e contas através de estabelecimentos credenciados com o Android Pay ou Samsung Pay. 
O uso do NFC ainda não é muito praticado por fabricantes chinesas, como a Meizu, OnePlus e Xiaomi, embora essa tecnologia possa estar cada mais presente em mercados específicos. Os pagamentos móveis por NFC são uma realidade remota para os brasileiros, mas incluir esse chip em dispositivos intermediários ou topo de linha já pode representar um pequeno passo para que essa mudança aconteça.
aldi nord nfc bezahlen
O NFC pode ser utilizado para transmissão de informações, arquivos e pagamento móveis.

3.  Dual-SIM

A função de Dual-SIM pode ser de grande utilidade para muitos usuários, visto que hoje duas linhas de telefone é boa alternativa para driblar a falta de cobertura em algumas cidades brasileiras. Você provavelmente conhece alguém que possui dois celulares com linhas diferentes ativas, sendo uma para fins pessoais e outra para trabalho. A tecnologia Dual-SIM deixou de ser um privilégio do segmente de entrada e hoje pode ser visto em smartphones topos de linha, como o Xperia Z3+, da Sony.
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A função dual-SIM é extremamente útil.

4. Entrada para cartões microSD

O cartão microSD está desaparecendo de algumas linhas de smartphones mais modernos, principalmente com a chegada das memórias expansíveis através da tecnologia USB OTG e dos serviços em nuvem, como o Google Drive. No entanto, a inclusão desse recurso é algo que não impacta na produção do dispositivo ou interfere em seu acabamento externo, visto que em alguns modelos o slot para cartão microSD passa facilmente despercebido.
Alguns fabricantes adaptaram o slot para chip-SIM tornando-os híbrido, para que o usuário possa utilizar dois cartões SIM em uma única bandeja. O mesmo deveria ser feito com o cartão microSD, que poderia ganhar uma bandeja híbrida junto com o SIM ou então para uso com dois cartões SD. 
Moto G 2015 SIM MICRO SD 1 3
O cartão midroSD é um acessório muito útil.

5. Carregamento turbo

O carregamento turbo está presente em dispositivos como Galaxy S6 e S6 EdgeS6 Edge PlusZenfone 2Moto MaxxMoto X Style e Nexus 6, nos quais, em 30 minutos de carregamento podemos atingir aproximadamente 30% de carga respectivamente. Esse recurso é extremamente útil para momentos corridos, onde precisamos carregar o dispositivo para uso imediato, e não temos muito tempo para esperar por uma carga completa.
Por enquanto, a função está disponível em carregadores e dispositivos compatíveis, mas não deve demorar muito para que alternativas sejam lançadas no mercado.
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O carregador potente do Moto X Style.

6. Monitor cardíaco

Muitos usuários podem achar essa função inútil, mas a presença de um monitor cardíaco em um dispositivo não deixa de ser um fato interessante. Os amantes de exercícios físicos encontraram um aliado perfeito nessa nova função. O monitor de frequência cardíaca pode ser encontrado na parte traseira de dispositivos como:Galaxy Note 4, Galaxy S6 e Galaxy S5. O sensor funciona em conjunto com o aplicativo S Health, que monitora e registra todos os dados do usuário para acompanhamento. 
Além de smartphones, o monitor cardíaco tem sido de extrema utilidade para as pulseiras fitness que, por sua vez, estão atingindo dados mais precisos sobre a saúde dos usuários com a ajuda deste recurso.
samsung galaxy s6 8
Sensor de frequência cardíaca presente no Galaxy S6. 

7. Sensor infravermelho 

Hoje em dia, podemos encontrar alguns dispositivos com sensor infravermelho, como o HTC One M9. Através dessa função, podemos utilizar nosso smartphone como controle remoto de televisores, rádios, DVDs, ar-condicionados entre outros aparelhos. Inicialmente, a função foi introduzida em dispositivos como, o Xperia ZQ, LG G2 e Galaxy S5, os primeiros smartphones Android que incorporaram um sensor infravermelho.
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O sensor infravermelho presente no HTC One M9.

8. Função anti-roubo

O smartphone é um objeto muito valioso, não apenas pelo seu valor de mercado, mas também pela quantidade de informações pessoais que o mesmo carrega. O gerenciador de dispositivos Android, nos permite rastrear o smartphone remotamente em casos de roubo ou perda. O Android Lollipop 5.1 introduziu a função anti-roubo, que solicitará a senha da conta Google ativa no dispositivo, em caso de furto do dispositivo.
Caso a informação não seja fornecida, o dispositivo se tornará inutilizável, sendo impossível realizar um reset para as configurações de fábrica. A função pode ser encontrada nas configurações de "Privacidade e Segurança" em dispositivos que rodem com a versão 5.1 do sistema.
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Função de proteção do dispositivo está presente no Android 5.1.

9. Tela curva

A tela curva dos Galaxy S6 Edge e S6 Edge Plus dividem opiniões, mas uma coisa é certa: é um dos smartphones mais atraentes e inovadores já lançados no mercado. Essa tela curva não funciona apenas para funções específicas, mas contém um conjunto de características interessantes.
O recurso de "borda iluminada" notifica através de luzes com cores diferentes, quando o dispositivo está recebendo uma ligação, mas encontra-se virado para baixo e no modo silencioso. As cores precisam ser pré-definidas para os contatos VIPs, os demais contatos recebem a coloração laranja.
samsung galaxy s6 software 10
Personalização de contatos na lateral do Galaxy S6 Edge.

10. Acesso rápido à câmera

Outra função muito útil é a ativação da câmera através de um leve chacoalho. Essa função pode ser encontrada em dispositivos da Motorola, como o Moto X de primeira e segunda geração, Moto E 2015 , Moto G 2015Moto X Play e outros. Muitos podem pensar que se trate de um gesto pouco natural, mas não se trata de sacudir fortemente o celular. Um gesto suave já basta para que a câmera esteja pronta. 
Outros fabricantes estão implementando esse recurso em seus dispositivos, como Huawei e HTC. O LG G4 permite o acesso rápido à câmera de maneira muito prática: mesmo com a tela bloqueada é possível ativar a câmera, através de um clique duplo no botão de volume para baixo. A Sony foi mais além e criou um botão físico especial para a câmera, permitindo o acesso imediato da câmera em seus dispositivos com apenas um clique.
motorola moto g 2015 moto x style screen back
Últimos lançamentos da Motorola contam com acesso rápido à câmera.

11. Nova gestão de notificações

O Android Lollipop tornou as notificações mais interativas. É possível acessar mensagens ou abrir aplicativos de redes sociais, através de suas respectivas notificações na tela de bloqueio, tornando o processo mais rápido. Também é possível silenciar as notificações menos importantes, que podem tirar sua concentração. 
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Gestão de notificações do Android Lollipop.

12. Google Now e Now On Tap

O Google Now se tornou essencial para os dispositivos Android. Para ativar o serviço, basta dizer as palavras  "Ok Google" e seguir com os comandos habituais, como buscas na internet ou enviar uma mensagem para um contato. Alguns dispositivos da Motorola, como o Moto X 2014 e Moto Maxx, possuem a função "sempre ativa", que mantém o serviço em alerta mesmo que o dispositivo esteja com a tela bloqueada. Também podemos criar notas ou escrever mensagens. Sem dúvida, uma das funções com mais potencial para futuros acréscimos.
O Google Now recebeu o recurso Now On Tap no Android 6.0 que, resumidamente, irá manter o assistente ativo entre aplicativos de terceiros e nativos. É possível acionar o assistente e executar novas ações de acordo com o desejado pelo usuário, como responde ruma mensagem no WhatsApp ou descobrir qual é o nome de algum artista ou cantor específico. Tudo isso enquanto outro aplicativo estiver sendo executado no dispositivo.
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13. Bloqueio inteligente

Definir um código PIN é uma ótima alternativa de segurança para o seu dispositivo. No entanto, nem sempre é confortável tirar o dispositivo do bolso para inserir o código de desbloqueio, principalmente à noite quando estamos chegando em casa.  Qualquer dispositivo com Android 5.0 Lollipop pode aproveitar o novo recurso para bloqueio de tela, que mantém o smartphone desbloqueado em regiões ou conexões que determinarmos seguras, como no trabalho ou durante a conexão com um smartwatch.  Para ativar a função vá até:Configurações -> Segurança -> Smart Lock.

14. Knock On

A LG surpreendeu a todos ao introduzir essa função simples e prática no mundo Android com o LG G2. O Knock On nos permite bloquear e desbloquear o dispositivo simplesmente com duas batidinhas na tela. Por vezes, as funções mais simples são também as mais bem-sucedidas. Tanto que as outras fabricantes decidiram incorporar essa função aos seus dispositivos, com exceção da Samsung. No caso do HTC One M8, essa forma de desbloqueio não funciona se estivermos na tela de início, algo que não entendo muito bem.

15. Motion Launch

A função motion launch está presente em dispositivos da HTC, como o One M8 e One M9. Encontramos o acesso direto a diferentes aplicativos a partir da tela apagada. Por exemplo, se deslizamos o dedo da esquerda para a direita, abre-se automaticamente o BlinkFeed; o movimento inverso nos leva para a tela de início. O gesto que considero mais útil é o que nos permite acessar o último aplicativo aberto deslizando o dedo debaixo para cima. Por último, deslizando o dedo de cima para baixo, abrimos o aplicativo do telefone. Funções bem práticas, em suma.
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HTC One M9 e M8 contam com recursos exclusivos de gesto.

16. Padrões para ativar aplicativos

Dentro da categoria de funções de acesso direto, existe uma fabricante que foi particularmente original. Trata-se da Oppo. A companhia chinesa criou padrões que nos permitem iniciar diferentes aplicativos. Para poder desenhá-los, precisamos de uma tela especial que acessamos deslizando o dedo do canto esquerdo para baixo. Uma vez nessa tela, podemos desenhar um “G” para abrir o Google ou um círculo para ativar o app da câmera. Claro, esses gestos também são configuráveis e podem ser alterados.
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Possibilidades de controle por gestos.

17. Notificações inteligentes

Uma vez mais, a protagonista de software é a Motorola. As chamadas notificações inteligentes (Active Display), nos permitem ter acesso às mensagens do WhatsApp ou chamadas perdidas, por exemplo, sem ter que ativar a tela ou desbloqueá-la. A Samsung nos mostrou uma versão dessa ideia com a Glance, função que nos mostra as informações da bateria e as notificações quando passamos a mão por cima da tela.
A diferença entre a Glance da Samsung e as notificações inteligentes da Motorola é que estas últimas mostram a informação em si a partir da tela de bloqueio. Isso economiza bateria e, além disso, evita aquela consulta constante ao smartphone.
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Função de notificações inteligentes da Motorola.

18. Movimentos

O primeiro a integrar esse tipo de funções foi o Samsung Galaxy S3, há quase 4 anos. Agora elas foram padronizadas, e é difícil achar um smartphone que não as tenha. As funções de movimento se referem a todos os gestos que implicam algum tipo de movimento com o smartphone. Assim, por exemplo, se recebemos uma mensagem e queremos ligar para o remetente, basta aproximar o telefone da orelha.
O mesmo vale para atender a uma chamada. Outros exemplos são a possibilidade de silenciar o smartphone virando-o ou a famosa captura de tela passando a mão por cima do display (para alguns uma função muito útil, para outros nem tanto). A maioria das funções estão presentes no Galaxy S5, Galaxy S6 e S6 Edge.

19. Controle multimídia com wearables

Os wearables representam a nova tendência tecnológica. Sinceramente, não preciso saber quantos passos eu dei, a minha frequência cardíaca ou as calorias queimadas. A utilidade principal que veja para eles está no fato de podermos ter acesso rápido ao nosso smartphone. Isso quer dizer que podemos controlar a música e também saber se nos chegou alguma notificação. A integração do Android Wear com aplicativos, como o Play Music, torna o manuseio do conteúdo multimídia ainda mais prático.
Sony smartwatch 3 review musica audio
Android Wear e seus controles multimídias.

20. Modo imersivo

Ele começou com o Android 4.4 KitKat, e nos oferece uma melhor visualização dos conteúdos. Por exemplo, se abrimos um aplicativo de leitura ou algum jogo, eles passam a ocupar toda a tela, fazendo com que desapareça a barra de status. Novamente, uma função simples, mas extremamente útil.

Conclusão

Acredito que tenha ficado bastante claro que o acesso direto aos nossos dados ou aplicativos mais usados é o que mais nos interessa. A maioria das funções descritas envolvem os atalhos, controles por gestos e sensores, funções que facilitam uma experiência e um uso mais direto do nosso dispositivo. Todos os dispositivos descritso nesse artigo possuem particularidades implementadas por suas respectivas fabricante mas, de modo geral, nos oferecem mais agilidade em funções cotidianas. 
Agora chegou a sua vez. Que funções você considera essenciais no seu Android?