terça-feira, 20 de outubro de 2015

Apocalipse alienígena poderia confirmar a existência de vida extraterrestre

apesar de existirem inúmeros relatos em todo o mundo sobre supostos avistamentos e contatos entre humanos e alienígenas, a verdade é que nenhum caso foi comprovado até hoje, por mais intrigante ou realista que parecesse. Além disso, embora existam organizações científicas em busca de sinais de vida extraterrestre, nenhum vestígio jamais foi detectado.
Por sorte, os cientistas não levaram o fato de os aliens não quererem muita conversa com a gente para o lado pessoal. Eles continuam propondo novas formas de buscar indícios de vida em outros planetas, e uma delas seria detectar a emissão de determinados compostos na atmosfera que indiquem a atividade biológica de microrganismos e até a presença de uma civilização avançada em atividade.

Mas e se...?

Uma das possibilidades de não termos detectado a presença de outras formas de vida por aí é que, infelizmente, não há nenhum planeta habitado além do nosso. Não nos referimos necessariamente à possibilidade de sermos únicos e muito especiais — mas sim à alternativa de que os nossos vizinhos galácticos já não existem mais.
Essa hipótese está baseada na ideia do grande filtro, que estabelece que, entre a origem da vida e o surgimento de civilizações superavançadas, aparece um obstáculo no caminho que freia o processo evolutivo.
Dessa forma, segundo essa teoria, a vida inteligente surgiria periodicamente no Universo, mas teria a tendência de desaparecer. Considerando a trajetória do nosso planeta — que já passou por várias extinções em massa, aparentemente está caminhando para mais uma e quase foi destruído pelas nossas próprias mãos diversas vezes ao longo da História —, a coisa toda não é assim tão impensável.
Nesse caso, de acordo com Mark Strauss, da National Geographic, um trio de cientistas propõe que, em vez de simplesmente procurarmos por sinais de vida, nós também podemos focar os nossos esforços em buscas por sinais de “morte”, ou seja, poderíamos confirmar a existência de civilizações alienígenas a partir de indícios de seu apocalipse. Sinistro...

Vestígios do fim

Segundo Mark, os pesquisadores apontaram que, assim como a atividade produzida pela vida poderia ser identificada, a existência de organismos em decomposição, a presença de radiação como consequência de uma hecatombe nuclear ou, ainda, os destroços resultantes de uma trombada cósmica ou do ataque de uma estrutura bélica tipo a Estrela da Morte também poderiam indicar que a vida existiu.
Assim, imagine que os habitantes de um planeta pereceram durante uma desastrosa guerra biológica. Os microrganismos envolvidos no processo de decomposição liberariam uma série de compostos que fariam com que os níveis de metano e outros gases na atmosfera aumentassem dramaticamente. Contudo, se o número da população for comparável ao da Terra, os gases se dissipariam em cerca de um ano — que é um intervalo de tempo bem curto.
Por outro lado, caso o agente mortal seja capaz de afetar diversas espécies, então a vida animal também poderia ser extinta — fazendo com que os vestígios da destruição permaneçam perceptíveis por vários anos. Além disso, se, em vez de uma guerra biológica, o fim chegar por conta de um ataque nuclear massivo, as partículas liberadas alterariam a composição da atmosfera e provocariam, por exemplo, a produção de um fraco brilho esverdeado ao redor do planeta.
Sem falar que, além de afetar a atmosfera, um apocalipse nuclear também faria com que uma enorme quantidade de poeira ficasse em suspensão. Apesar de ser incrivelmente pouco provável, já pensou se os cientistas conseguissem detectar essas alterações todas de forma repentina em um planeta que eles observam há algum tempo?

Mais cenários

Outro cenário proposto pelos cientistas é a destruição total de um planeta através de sua desintegração. Nesse caso, talvez fosse possível identificar a presença de partículas artificiais no disco de destroços que se formaria — o que serviria para indicar que o mundo serviu de lar para uma civilização tecnologicamente avançada.
Caso os pesquisadores não conseguissem encontrar uma explicação natural para o evento — como a colisão com outro planeta ou astro de tamanho semelhante, por exemplo —, eles ainda poderiam considerar a possibilidade de que existem extraterrestres muito do mal zanzando por aí!
Evidentemente, tanto a descoberta de sinais de vida como a de evidências da morte de uma civilização para confirmar que não estamos sozinhos no Universo não passam de especulação. No entanto, as duas propostas deixam claro que os cientistas estão empenhados em encontrar uma resposta para esse dilema que há séculos intriga a humanidade.

10 incríveis e desconhecidas curiosidades sobre os furacões





Os chamados desastres naturais possuem questões interessantes que envolvem seus acontecimentos, sejam eles terremotos, tsunamis, furacões e outros. Isso faz com que eles se tornem temas frequentes das matérias publicadas pelo Mega Curioso.
Na semana passada, por exemplo, mostramos 10 fatos que você provavelmente não sabe sobre os terremotos, e agora o nosso foco são os furacões. Ao contrário dos tremores de terra, que possuem cerca de 500 mil ocorrências por ano no mundo, esses fenômenos ocorrem por temporada. Mesmo que pareçam extremamente incidentes nessas épocas, apenas cerca de 85 furacões ou ciclones tropicais se formam em um ano no planeta.
Entretanto, se você já teve a oportunidade de presenciar um desses desastres, ou se já assistiu o antigo e aterrorizante “Twister”, sabe do que essas tempestades com chuvas, trovoadas e ventos fortes são capazes. O fato é que mesmo sendo extremamente perigosos e destruidores, os furacões nos fascinam e possuem diversas curiosidades. Por isso, trazemos nesta matéria, 10 desses fatos interessantes e desconhecidos sobre esses fenômenos.

Confira a lista baseada numa publicação foi feita pelo site Mother Nature Network e saiba mais sobre essas tempestades que, entre vacas e caminhões arrastados, podem acabar com cidades inteiras.

1. Diversos nomes, mas qual a diferença?

O nome que, de maneira científica e verdadeira, enquadra todas as ocorrências desse tipo de fenômeno é “ciclone tropical”. Porém, as outras nomenclaturas conhecidas são utilizadas de acordo com o local onde essas tempestades se formam.
Imagem de um verdadeiro furacão, formado sobre oceano Atlântico
Furacão, por exemplo, só é assim chamado quando o ciclone tropical se forma sobre o oceano Atlântico. Quando a formação acontece sobre a região nordeste do oceano Pacífico, se chama Tufão, e se ocorrer no Pacífico Sul ou no Índico, o nome utilizado é simplesmente ciclone.

2. Nomes de políticos

Atualmente, as principais ocorrências de ciclones tropicais na América do Norte recebem um nome próprio diferente. Mas os primeiros registros desse tipo de situação aconteceram na Austrália, no início do século 20, quando um meteorologista resolveu batizar os fenômenos com nomes de políticos dos quais ele não gostava. Seu objetivo era fazer uma comparação para mostrar que esse pessoal também é capaz de “vagar sem rumo, causando grande sofrimento”.
Cá entre nós, já imaginou se no Brasil acontecesse um ciclone para cada político que mais parece uma “catástrofe” no poder?

3. Por que eles são batizados atualmente?

Desde 1950, o sistema de batismo dos ciclones tropicais com nomes próprios é utilizado. O objetivo da Organização Meteorológica Internacional (OMM) é facilitar o entendimento por parte do público para os avisos e orientações que cada ocorrência pode ter.
Imagem espacial do furacão Irene de 2011
Como a temporada de furacões pode ter momentos de muita atividade, às vezes com múltiplas tempestades se formando ao mesmo tempo, essa medida se torna muito importante. Por isso, a organização cria seis listas com 21 nomes para serem adotados durante as temporadas anuais de ciclones. A lista só vai ser repetida no sétimo ano após a sua utilização. Nesse processo, alguns nomes podem ser aposentados e outros entram em seu lugar.

4. O furacão mais caro da história

Em 2005, o furacão Katrina desbancou o Andrew como o desastre dessa natureza que causou maior prejuízo por seus danos. Os US$ 45 bilhões (cerca de R$ 175 bilhões na cotação atual) do Katrina bateram o recorde de US$ 23,7 bilhões em prejuízos que reinava até então. Ao todo, mais de um milhão de pessoas ficaram desabrigadas e mais de 1,3 mil morreram em função do desastre que atingiu, principalmente, o estado americano da Louisiana, em 2005.
A cidade de Nova Orleans ficou inundada após a passagem do furacão Katrina em 2005

5. O furacão com a maior duração

Em Júpiter, há uma enorme mancha vermelha que foi registrada em imagens feitas por nossos telescópios. Esse ponto observado na atmosfera do grande planeta, na verdade, se trata de uma tempestade de alta pressão, que se assemelha a um furacão na Terra, e está em atividade há pelo menos 400 anos, quando aconteceu a primeira observação dos humanos por telescópio.
Isso faz da tempestade de Júpiter, o mais longo e contínuo furacão que o homem conhece. O fenômeno segue ativo porque é alimentado por uma fonte de calor e nunca atravessa porções de terra, como acontece por aqui.
A mancha vermelha de Júpiter
Um fato interessante sobre essa tempestade jupiteriana é que ela é extremamente grande, de maneira que caberiam três planetas Terra no seu interior.

6. O maior assassino de todos os furacões

O Furacão de 1900 matou 8 mil pessoas oficialmente e é considerado o mais mortal de toda a história. Os ventos dessa tempestade atingiram a cidade de Galveston, no Texas, já na categoria 4, com rajadas que ultrapassavam 215 km/h (a escala que mede os ciclones tropicais possui 5 níveis medidos pela velocidade dos ventos; a categoria 4 engloba de 210 a 249 km/h)
Como nessa época ainda não havia nomenclatura oficial para esse tipo de desastre, esse fato ficou historicamente conhecido por diversos nomes além de “Furacão de 1900”, como “A Grande Tempestade”, o “Grande Furacão de Galveston” e outros.

7. No olho... do furacão!

Se você pudesse apostar algo envolvendo um furacão, o que seria? Você passaria correndo, dirigiria um caminhão ou um carro, ou iria conduzir uma singela vaquinha pelo meio da forte tempestade? Bem, o ano era 1943 e o coronel Joseph B. Duckworth foi a primeira pessoa na história a voar no meio de um ciclone que passava pelo Golfo do México, perto da cidade de Galveston.
Tudo isso só para provar sua capacidade aos seus companheiros pilotos britânicos. Bem, não à toa.

8. Os nomes aposentados

Os nomes e as rotas dos fortes ciclones tropicais de 2005 que tiveram seus nomes retirados da lista da OMM
Para o nome próprio de um ciclone tropical ser retirado da lista da Organização Meteorológica Mundial, o fenômeno tem que ser extremamente forte, de maneira mortal ou causando enorme prejuízo. Por motivos de sensibilidade, para evitar confusão histórica, facilitar o trâmite de ações legais envolvidas e respeitando o teor de importância do fato, a nomenclatura então é substituída por outra, do mesmo gênero. Para que isso aconteça, o país afetado deve solicitar a retirada à OMM, que por sua vez autoriza ou não o a “aposentadoria”.
Entretanto, essa medida não é eterna e o nome pode voltar a figurar na lista após 10 anos do acontecido. O ano de 2005 foi o que mais teve nome substituídos na lista, com a ocorrência de 5 grandes ciclones tropicais: Dennis, Katrina, Rita, Stane Wilma.

9. O sentido dos ventos

Os furacões, no Hemisfério Norte, giram no sentido anti-horário, enquanto no Hemisfério Sul, os ventos vão a favor do relógio. Já o caminho trilhado por cada ciclone pode ser em qualquer direção, na medida em que é o fluxo da atmosfera superior que empurra a tempestade para um lugar.

10. A Tempestade Perfeita

Assim é conhecido o evento de outubro de 1991, quando três fortes tempestades se encontraram sobre o oceano Atlântico e formaram uma condição meteorológica que acontece somente a cada 50 e 100 anos. A informação é de Bob Case, meteorologista aposentado da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.
Cena clássica do filme Mar em Fúria (2000), baseado no acontecimento da "Tempestade Perfeita", de 1991
Com ventos de mais de 193 km/h e ondas de mais de 100 metros de altura, o fato histórico causou milhões em estragos numa região que engloba desde o norte da Nova Inglaterra, no extremo nordeste dos EUA, até a ilha de Porto Rico, na América Central.
A catástrofe afundou o barco de pesca Andrea Gail, matando todos os seis passageiros a bordo em uma história que inspirou o livro best-seller “A Tempestade Perfeita”, de Sebastian Junger. O filme “Mar em Fúria”, de 2000, também é baseado na história da Tempestade Perfeita.
Fonte:http://www.megacurioso.com.br/desastres-naturais/85469-10-incriveis-e-desconhecidas-curiosidades-sobre-os-furacoes.htm

O mês do seu nascimento influencia sua altura e saúde, sabia?

Sabia que o mês do seu nascimento pode dizer mais do que a data do seu aniversário ou as suas características astrológicas? De acordo com uma publicação recente do jornal Metro, novas pesquisas indicam que nascer em meses de verão ou inverno é um fator que pode influenciar a altura e a saúde geral de uma pessoa.
Pois é, a gente também achou isso curioso. A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas da Universidade de Cambridge, e depois de muita análise, eles chegaram à conclusão de que bebês nascidos em meses de verão tendem a ser mais altos e saudáveis em comparação com os bebês nascidos durante os meses de inverno.
Além do mais, a pesquisa revelou que meninas nascidas no verão tendem a entrar na puberdade mais tarde em relação às que nasceram na estação mais fria do ano. O início menos precoce da puberdade é um fator que está relacionado com uma melhor saúde na velhice.
Ao que tudo indica, isso tem a ver com o tempo que as mulheres grávidas ficam expostas ao Sol o que, consequentemente, as faz ter uma produção maior de vitamina D – se você ainda não está convencido da importância dessa vitamina,fundamental para a fortificação de dentes e ossos, talvez esteja na hora de mudar de hábitos e dar uma chance ao Sol. Pelo bem da sua saúde.
De acordo com o autor do estudo, Dr. John Perry, esse tipo de pesquisa é fundamental para que a Ciência consiga estabelecer cada vez mais a influência do ambiente na gestação e, inclusive, na vida de cada pessoa.
Vale lembrar que a pesquisa foi feita no Reino Unido, onde as estações do ano são muito marcadas e onde é difícil ver a cara do Sol durante o inverno. De qualquer forma, como o Brasil também tem regiões que se despedem do Sol durante tempos de friaca, então talvez os resultados sejam aplicados por aqui de alguma maneira. o que você acha?

Cientistas estão entendendo melhor como funciona a enxaqueca

Só quem sofre com as dores da enxaqueca tem a real dimensão do quanto esta doença, ainda incurável, é prejudicial. Trabalho e vida social são afetados por crises que podem durar dias e a busca por métodos que aliviem o sofrimento é interminável.
No entanto, recentes pesquisas em animais mostram que os cientistas estão entendendo cada vez mais como funciona a enxaqueca, onde ela começa e uma possível forma de impedir que a dor se espalhe.
O bloqueio de um neurotransmissor dentro do cérebro poderia impedir que os nervos que são ligados à enxaqueca sejam ativados. Nos experimentos, os pesquisadores utilizaram vasodilatadores para expandir os vasos sanguíneos e aumentar a fluidez do sangue em ratos, e foi dessa forma que eles encontraram neurônios no centro da cabeça que reproduziam os sintomas da enxaqueca.
O líquido utilizado como vasodilatador é conhecido como PACAP e estudos prévios mostram que pacientes que sofrem com a doença tem níveis elevados desta substância em seu sangue. "Para entender a enxaqueca, precisamos entender quais químicos o cérebro está usando para transmitir o sinal que causa a dor", afirma o doutor Peter Goadsby, da Kings College London.
Apesar dos recentes estudos, um tratamento que se baseie nessas descobertas ainda está longe de se tornar realidade. Apesar de funcionarem de maneira parecida, não é possível afirmar que o cérebro humano e o de ratos são ativados da mesma forma.
Além disso, o uso da substância que bloqueou o neurotransmissor que transmitia as dores foi aplicativo de forma direta dentro do cérebro, através de pequenos, algo improvável para nós humanos. Mas, de qualquer forma, a descoberta desta possibilidade abre novos caminhos para chegar à cura desta doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.

Entenda a polêmica da substância da USP que supostamente cura o câncer

Imagine que você recebe a devastadora notícia de que um ente querido está com câncer. Você não faria tudo ao seu alcance para tentar encontrar uma forma de curar essa pessoa? E se você descobrisse que existe uma substância revolucionária que supostamente teria o poder de eliminar a doença, você não iria atrás dela, mesmo que esse composto não tivesse os registros necessários para ser distribuído legalmente como medicamento?
Pois esse é um dos dilemas envolvendo a fosfoetanolamina, uma substância que vem sendo distribuída pela Universidade de São Paulo a pacientes de câncer. De acordo com o Instituto de Química de São Carlos — IQSC — da USP, o composto foi estudado pelo Prof. Gilberto Chierice, que fez parte do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros e hoje está aposentado.

Substância milagrosa

Segundo as descobertas do Prof. Gilberto, a fosfoetanolamina faz com que as células cancerosas se tornem mais visíveis para o sistema imunológico, levando o organismo a atacar as células doentes. As pesquisas começaram a ser conduzidas na década de 80, e inúmeros pacientes relataram melhoras significativas após iniciar o tratamento com a substância.
Contudo, apesar de o composto ter passado por estudos com animais e até com células humanas em laboratório, a pesquisa não chegou a avançar dessa etapa. Isso significa que a fosfoetanolamina nunca foi testada clinicamente em pacientes humanos — e, portanto, não conta com as licenças necessárias para ser fornecida legalmente como medicamento.

Pesquisa independente

Segundo o IQSC, a pesquisa estava focada na síntese da fosfoetanolamina e foi conduzida de forma independente pelo professor e outros indivíduos que não estavam ligados à universidade. Assim, em dado momento, o docente decidiu começar a produzir e doar a substância a doentes de câncer para que essas pessoas utilizassem a fosfoetanolamina como medicamento.
No entanto, a legislação federal proíbe a produção e distribuição de compostos para uso medicinal sem os devidos registros ou licenças emitidas pelas autoridades competentes — e a substância fornecida pelo professor não possui nenhum desses documentos.
Por sua parte, o docente disse que entrou com vários pedidos junto à Anvisa para liberar a fosfoetanolamina, mas nunca obteve resposta. Já a agência alegou que nunca recebeu qualquer notificação. Mas, mesmo que tivesse recebido, não poderia emitir o registro porque os estudos com a substância nunca foram concluídos.
Ainda assim, para suprir a demanda dos doentes, o IQSC continuou fornecendo as cápsulas de fosfoetanolamina gratuitamente, até que, em meados do ano passado, a instituição decidiu suspender a distribuição. A iniciativa gerou uma forte reação por parte dos milhares de pacientes que fazem uso da substância, e muitos deles entraram na Justiça para obter o composto.

Distribuição interrompida

A USP afirma que não tem acesso ao conhecimento técnico e científico desenvolvido pelo Prof. Gilberto para a produção da fosfoetanolamina, sem falar que a substância é protegida por patentes. Além disso, a instituição também ressaltou que não conta com dados científicos a respeito da eficácia do composto no tratamento do câncer, já que, até onde se sabe, não ocorreram ensaios clínicos com pacientes que fizeram uso da fosfoetanolamina.
O Instituto de Química ainda explicou que vem produzindo e distribuindo a substância para atender determinações de processos judiciais movidos por doentes que já faziam uso da fosfoetanolamina. Mas acrescentou que não fornece bula ou maiores informações sobre possíveis efeitos colaterais e contraindicações associadas ao emprego do composto.
Ademais, embora a produção e distribuição sejam proibidas, não existem restrições com respeito a pesquisas conduzidas com a fosfoetanolamina — ou qualquer outra substância. E se forem cumpridas todas as normas legais definidas pela legislação federal, os estudos podem avançar e envolver a participação de animais e seres humanos.
O que não ficou muito claro ainda é o motivo de um composto potencialmente revolucionário e que poderia salvar a vida de milhões de pessoas em todo mundo ainda não ter sido devidamente estudado. Em vez de brigar tanto, não seria mais interessante focar no desenvolvimento de pesquisas que comprovem a eficácia da fosfoetanolamina?

Estrela de luz incomum intriga cientistas e alimenta teoria de vida alienígena.

Corpo encontrado pela agência americana Nasa tem hábito de diminuir a intensidade do seu brilho em intervalos irregulares.

Um foco de luz localizado entre as constelações de Lyra and Cygnus tem intrigado os cientistas por parecer uma estrela, mas comportar-se de modo muito diferente desses corpos celestes.
Essa "anomalia" do espaço foi flagrada pela sonda Kepler, da Nasa (agência espacial americana), e identificada por um programa de ciência cidadã que ajuda a filtrar as informações enviadas pelo telescópio. Os pesquisadores perceberam que a estrela encontrada, chamada KIC 8462852, tem o estranho hábito de diminuir a intensidade do seu brilho em intervalos irregulares.
A 'estrela bizarra', achada pela Nasa,  tem seu brilho diminuído em intervalos irregulares
Nasa
A 'estrela bizarra', achada pela Nasa, tem seu brilho diminuído em intervalos irregulares
Para se ter uma ideia de o quanto essa característica é única, entre as outras cerca de 150 mil estrelas avistadas pelo telescópio, esta é a única que se comporta dessa maneira. Em geral, quando há uma redução temporal da luminosidade produzida, é porque um planeta está passando diante de sua estrela – no que seria uma volta da sua órbita.
Essa característica seria a comprovação de que existiria um planeta ali. A frequência dessas quedas na intensidade do brilho da estrela – que são regulares – corresponderia à duração de sua órbita. Mas, no caso específico dessa estrela, os intervalos observados foram completamente irregulares, tanto em termos de frequência quanto de intensidade.
Assimetria
Em 2009, por exemplo, foram registradas pequenas quedas na produção de luz. Depois houve outra queda assimétrica que durou uma semana em 2011 e, mais recentemente, uma série de quedas durante três meses em 2013 (algumas delas chegaram a 20%). Diante de tais características, os cientistas acabaram descartando a possibilidade de a anomalia representar a presença de um novo planeta.
Além disso, a hipótese foi ignorada também porque a intensidade da queda de luz é muito grande: mesmo que fosse um planeta do tamanho de Júpiter (o maior do nosso Sistema Solar), a luz da KIC 8462852 poderia ser reduzida somente em 1%. Então, como se explica esse fenômeno?
Cientistas descartaram a possibilidade do corpo celeste encontrado ser um planeta
Nasa
Cientistas descartaram a possibilidade do corpo celeste encontrado ser um planeta
Especulações
Tabetha Boyajian, astrônoma da Universidade de Yale, nos Estados Unidos – instituição que lançou o programa de ciência cidadã Planet Hunters em 2010 –, publicou um estudo recentemente sobre as possíveis causas. Mas cada uma delas, segundo a cientista, têm um ponto frágil. "Nós estamos quebrando a cabeça: para cada ideia que surgia sempre havia algum argumento contrário", explicou Boyajian.
A princípio, ela e sua equipe descartaram a possibilidade de a "estrela bizarra" representar uma falha de processamento de dados no telescópio. Eles também eliminaram a hipótese de ser uma estrela jovem, que está em processo de acumular massa e, por isso, estaria rodeada por uma nuvem de poeira, o que poderia explicar a irregularidade de seu brilho.
O estudo conclui que a explicação mais factível pode estar em um grupo de "exocometas" que se aproximaram da estrela e se romperam por causa da gravidade, deixando enormes quantidades de poeira e gás no processo.
Se os cometas se movimentam em uma órbita que os faz passar na frente do planeta a cada 700 dias aproximadamente, seus fragmentos, que ainda estão se desprendendo no espaço, poderiam explicar a diminuição irregular do brilho percebida pela sonda Kepler.
A única maneira de checar essa teoria seria conseguindo mais informações, mas desde que o telescópio parou de funcionar corretamente, em 2013, ficou mais difícil obter dados.
Extraterrestres?
A hipótese mais surpreendente levantada pelos cientistas é de a "anomalia" encontrada no espaço representar um sina de vida extraterrestre inteligente.
Intrigada com a questão, Boyajian compartilhou os resultados do seu estudo com Jason Wright, cientista da Universidade Penn State e membro de uma organização que investiga exoplanetas e mundos habitáveis. A opinião dele abre portas a possibilidades mais ousadas.
Segundo Wright, se nenhuma das razões acima mencionadas é convincente, por que não pensar que o fenômeno poderia ser causado por uma série de megaestruturas equipadas com painéis solares – e que teriam sido construídas por extraterrestres?
A explicação mais plausível, segundo os cientistas, seria a presença de exocometas
Nasa
A explicação mais plausível, segundo os cientistas, seria a presença de exocometas
"Quando (Boyajian) me mostrou as informações, eu fiquei fascinado, porque parecia algo bizarro", disse ao site The Atlantic. "Alienígenas sempre devem ser a última hipótese a se considerar, mas isso parecia ser algo que uma civilização de extraterrestres poderia construir".
Os cientistas que acreditam na existência de vida inteligente – ou ao menos na possibilidade disso – fora do nosso planeta sustentam que uma civilização alienígena avançada se caracterizaria muito provavelmente por sua capacidade de obter energia de seu sol, e não da exploração de outros recursos do seu próprio planeta.
Boyajian e Wright, porém, advertem que essa hipótese ainda é muito remota e deve ser analisada com cautela - ainda que seja válida e digna de investigação. E para isso, vão apresentar uma proposta para colocar um telescópio na estrela e analisá-la de maneira minuciosa. Se tudo der certo, as primeiras análises deverão ser feitas em janeiro.

Pesquisadores querem colocar carne artificial à venda em até 5 anos

Dois anos atrás, a equipe de pesquisadores mostrou um protótipo em Londres. O professor Mark Post foi um dos envolvidos desde o início na criação da carne de laboratório

A equipe de pesquisadores holandeses que conseguiu sintetizar o primeiro hambúrguer de laboratório afirma que espera começar a vender o produto dentro de cinco anos.
Os cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, montaram uma nova companhia para transformar a carne artificial em um hambúrguer que seja, segundo eles, mais saboroso e barato.
Dois anos atrás, a equipe de pesquisadores mostrou um protótipo em Londres. Mas o custo para a produção desse hambúrguer era altíssimo: cerca de 215 mil libras (mais de R$ 1,2 milhão).
Por enquanto, empresa só prometeu colocar hambúrguer artificial no mercado em cinco anos
BBC
Por enquanto, empresa só prometeu colocar hambúrguer artificial no mercado em cinco anos
"Estou confiante que, quando for oferecido como uma alternativa à carne, um número cada vez maior de pessoas vai achar difícil não comprar nosso produto por razões éticas", disse à BBC o diretor da nova empresa, Peter Verstrate.
"Acredito que vamos colocar (o produto) no mercado em cinco anos", disse o professor Mark Post, que desenvolveu a carne artificial nos laboratórios da Universidade de Maastricht.
Post acrescentou que, inicialmente, o produto estaria disponível apenas sob encomenda, mas, quando a demanda pela carne artificial se estabelecer e o preço cair, deve chegar às prateleiras de supermercados.
Células-tronco
O hambúrguer artificial é feito a partir de células-tronco, aquelas que podem se desenvolver em tecidos em diversas formas, tais como nervos e pele.
A maioria dos pesquisadores que trabalham com células-tronco tenta cultivar tecido humano para transplantes ou para substituir tecido muscular doente, células nervosas ou cartilagem.
Mark Post, no entanto, usa essas células para cultivar músculo e gordura para a fabricação dos hambúrgueres artificiais.
O processo começa com células-tronco retiradas do músculo de uma vaca. No laboratório, essas células são colocadas em uma cultura – uma solução – com nutrientes e elementos químicos que promovem seu aumento para ajudá-las a crescerem e se multiplicarem.

As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, coloridas e misturadas com gordura.Três semanas depois os cientistas já estão com mais de um milhão de células-tronco, que são divididas e colocadas em recipientes menores. As células já crescidas se transformam em pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura.
O hambúrguer resultante deste processo foi preparado e provado em uma entrevista coletiva em Londres, há dois anos.
Um especialista gastronômico que provou a iguaria disse que o gosto estava "próximo da carne, mas não era tão suculento", mas outro disse que tinha gosto de um hambúrguer de verdade.
Provando um princípio
Peter Verstrate disse à BBC que o hambúrguer servido em 2013 ainda não era o produto finalizado.
"Era proteína, fibra muscular. Mas carne é muito mais que isso – é sangue, é gordura, tecido de ligação, e tudo isso soma ao gosto e à textura."
"Se você quer imitar a carne, precisa fazer todas estas coisas também – e você pode usar tecnologias de engenharia de tecido –, mas ainda não tínhamos feito isso naquele momento", acrescentou.
Mosa Meat, a empresa que Verstrate estabeleceu com Post e a Universidade de Maastricht, quer sintetizar carne moída no laboratório de forma que ela seja tão saborosa quanto a carne real e a um custo igual ao da carne moída vendida hoje.
Nos últimos dois anos, Post e sua equipe progrediram nas pesquisas, mas o cientista percebeu que, para colocar o produto no mercado em um prazo de cinco anos, terá que acelerar os estudos.
A Mosa Meat vai empregar 25 cientistas, técnicos de laboratórios e gerentes. Um dos objetivos principais é descobrir como iniciar a produção em massa dessa carne.
Os pesquisadores também vão analisar formas de fazer costeletas usando impressoras 3D. Mas vai demorar um pouco mais para comercializar esses produtos.