segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Novo dispositivo pode ajudar a selecionar melhores espermatozoides

Método foi criado na Universidade de Tel Aviv e promete auxiliar inseminações artificiais e fertilizações in vitro.

Os cientistas Natan Shaked e Miki Hifler, da Universidade de Tel Aviv, criaram uma nova tecnologia que permite a análise de qualidade do esperma sem o método de coloração, que pode alterar a viabilidade das amostras. Ao que tudo indica, as baixas taxas de sucesso de tratamentos como inseminações e fertilizações - de 20% a 30% -, podem melhorar significativamente com a novidade. Sob as lentes de microscópios comuns, as células são praticamente transparentes - o contraste é mínimo. Se um um espermatozoide for utilizado para fertilização, ele não pode passar pelo processo de tingimento, já que isso pode prejudicar o feto. O desafio é - ou era - selecionar os candidatos sem a coloração, e ainda dizer se eles eram viáveis ou não.

Novo microscópio do esperma

Até agora, os médicos escolhiam os melhores espermatozoides de acordo com a velocidade, mas esse não é necessariamente um bom parâmetro para indicar qualidade do DNA. "Alguns dos melhores candidatos são lentos ou até imóveis, porque suas caudas podem funcionar mal. Se conseguirmos determinar a estrutura completa e a composição do esperma, o sucesso dos tratamentos aumenta. Sucesso significa mais bebês sem defeitos congênitos", diz Shaked.

O dispositivo ainda é bem pequeno e relativamente barato: uma pequena caixa preta que pode ser acoplada ao microscópio convencional, custando 1.000 dólares. Testes clínicos ainda não necessários para que a técnica seja utilizada efetivamente por laboratórios.




Fonte: Super Interessante

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Twitter deve ter novo limite de caracteres: 10 mil.

A nova função deve manter a estética atual, mas adicionar um botão que expande as caixas de texto.

140 caracteres. Essa métrica foi o que tornou o Twitter popular, e se consolidou uma das únicas certezas dentro da rede social. Bom, os amantes dos microtextos talvez devam aproveitar os últimos dias de seu império, porque parece que tudo vai mudar.

Passarinho Twitter

O site americano Recode anunciou nesta semana que o Twitter pode estar mudando suas estratégias. De acordo com a reportagem, uma atualização no site deve expandir o número máximo de caracteres por post de 140 para 10 mil caracteres. O texto ainda afirma que uma versão com esse novo limite já está sendo testada. Para manter um design parecido com o atual, o novo Twitter continuaria exibindo blocos de 140 dígitos, mas teria um novo botão que expandiria as caixas de texto.

Ainda não foi feita confirmação oficial, mas o co-fundador e atual CEO da empresa, Jack Dorsey, postou uma declaração em sua conta na rede social no mesmo dia em que o assunto começou a ser especulado:

Veja a imagem no Twitter:...

"O principal do Twitter são as mensagens públicas. Uma maneira simples de dizer algo, para qualquer pessoa, que qualquer um no mundo possa ver instantaneamente.
Nós não começamos o Twitter com a limitação de 140 caracteres. Adicionamos isso rapidamente para se encaixar em uma única mensagem de SMS (160 caracteres).
Isso se tornou uma bela restrição, e eu a amo. Isso inspira criatividade, concisão e um senso de velocidade. Nunca perderemos essa sensação.
Nós gastamos muito tempo observando o que as pessoas estão fazendo no Twitter, e vimos elas tirando screenshots de textos e twittando isso.
Mas, e se esse texto... fosse realmente um texto? Textos podem ser pesquisados. Textos podem ser grifados. Isso é mais utilidade e poder.
O que faz do Twitter o Twitter é sua conversa ao vivo rápida e pública. Nós sempre trabalharemos para fortalecer isso. Para cada pessoa no mundo, em todas as línguas!
E focando na conversação e mensagens, a maioria dos tweets sempre serão curtos, fofos e informais!
Nós não ficaremos envergonhados em trazer mais utilidade e poder para os usuários do Twitter. Nós exploraremos isso for consistente em relação ao que as pessoas querem fazer.
E como eu disse no #flight [Evento de palestras proporcionadas pelo Twitter], se nós decidirmos adereçar nossas explorações, estamos também avisando antecipadamente aos nossos desenvolvedores, assim eles podem de preparar apropriadamente.
(Aliás: Eu amo os picos de assunto no Twitter! Isso cai continuar.)"
Como o limite continua existindo, Dorsey utilizou do mesmo recurso que afirmou ter visto na rede, para publicar sua mensagem: tirou uma foto da mensagem e postou em forma de foto. O texto - que possui 1.165 caracteres -, porém, poderia ter sido facilmente twitado com a limitação atual. Era só o CEO ser mais claro e escrever "Preparem-se, o Twitter vai mudar. Muito.".

Disney constrói robô que sobe pelas paredes.

Chamado de VertiGo, a invenção utiliza hélices para pressioná-lo contra a parede.

Que a Disney é capaz de fazer basicamente qualquer coisa, ninguém mais duvida. A empresa foi responsável por transformar um camundongo em um dos maiores símbolos da cultura pop, construir os mais famosos parques de diversão do mundo no meio de um pântano, e estragar uma história belíssima com Bambi 2. Mas, mesmo para os padrões deles, a novidade é surpreendente. A companhia do Mickey anunciou que construiu um robô - que escala paredes.

O nome da invenção é VertiGo (um trocadilho com a palavra "vertigem", em inglês), e foi construída por um equipe de pesquisas da Disney localizada em Zurique, Suíça, em parceria com o Instituto Federal de Tecnologia da cidade (que responde pela sigla ETH).
Para fazer o robozinho desafiar a gravidade, a ideia foi aumentar o atrito entre as rodas e a parede. O VertiGo é leve por ser feito de fibra de carbono, e possui duas hélices que empurram o robô contra o muro até o ponto em que ele consiga escalá-lo. Ele é conduzido por controle remoto e ainda possui sensores infravermelhos que enviam informações para seu guia, ajudando a dirigi-lo melhor.
Ainda não se sabe qual a função do robô, mas, se você já colocou ele na sua lista de compras, talvez fique desanimado: "VertiGo é um protótipo e, no momento, não há planos para a produção de uma versão dedicada ao público", afirmou Paul Bertney, um dos membros da equipe de criação, em entrevista ao site americano Mashable. "O robô tem potencial para ser usado no entretenimento, também possibilitando efeitos especiais. Mas é uma tecnologia geral para a locomoção em paredes com outros possíveis usos, como inspeção industrial", completa.
Não é a primeira vez que a Disney constrói um robô que impressiona. O BB-8, de Star Wars também funciona de verdade, e até agora estão tentando entender como ele faz para se mover.

O alto-falante vaginal que toca música para fetos.

Empresa espanhola garante que seu produto ajuda no desenvolvimento dos bebês.

Uma série de pesquisas mostra que, antes do parto, fetos conseguem ouvir sons do lado de fora de sua mãe, e que música e outros estímulos sonoros podem ajudar no desenvolvimento da linguagem. Há inclusive vários relatos de bebês que, depois de nascer, exibiram sinais de reconhecer canções que ouviram durante a gestação.

Alto-falante vaginal
                                             Nane-se com um barulho desses.

Mas, por mais que faça sentido cientificamente, o Babypod, que acaba de ser lançado na Espanha, é um produto inusitado. Trata-se de uma pequena caixa de som redonda e cor-de-rosa, a prova d'água, desenvolvida para ser inserida na vagina, de maneira a tocar música para os não-nascidos.
Um alto-falante interno realmente tem a capacidade de fazer o som chegar aos ouvidos do feto com muito mais clareza, já que os tecidos do abdôme da mãe abafam muitos dos ruídos do mundo exterior. A empresa garante que o produto é seguro - os sons jamais ultrapassam os 54 decibeis, equivalente a uma conversa em tom baixo.
Babypod - site
O Babypod chega ao mercado custando R$ 540, fora as taxas de importação. Ele vem acompanhado de um outro fone arredondado e cor-de-rosa, que deve ser inserido em outro orifício - o ouvido da mãe ou do pai - permitindo que eles compartilhem a experiência musical com seu filho

Inventaram um despertador que te acorda com cheirinho de café.

Em vez de ouvir soar um alarme, que te acorda no susto e te irrita, que tal despertar com aquele aroma gostoso de mesa posta?

Sensorwake

Está cansado de acordar com o barulho chato do seu alarme? De enganar a si mesmo com a função soneca? E pior: de desligar o despertador, voltar a dormir e acabar perdendo a hora? Ninguém merece tanto estresse logo de manhã. Agora, imagine despertar com aquele cheirinho gostoso de café e de pães quentinhos, que acabaram de sair do forno.
Sonhando com esse despertar aconchegante, a startup francesa Sensorwake decidiu criar um despertador que não emite som algum, apenas aromas agradáveis. Além de café, o dorminhoco pode escolher se quer acordar com cheiro de croissant, mar, menta, floresta ou chocolate. Para desenvolver o produto, a empresa criou uma campanha de crowdfunding e arrecadou US$ 200 mil, após vencer a feira de ciências do Google.
O despertador funciona com cápsulas de aromas e cada uma delas tem "cheiro" suficiente para te acordar até 30 vezes. O produto custa US$ 89 e já vem com três cápsulas, cada uma contendo dois aromas.

Space X quer pousar foguete em uma plataforma flutuante no mar.

A instalação móvel é controlada remotamente para garantir um pouso seguro.

Depois de conseguir realizar um pouso bem sucedido do foguete Falcon 9 em terra, a Space X, empresa de Elon Musk, quer repetir a façanha: só que dessa fez em uma plataforma móvel no mar. No dia 17 de janeiro, o foguete vai ser lançado da base Vandenberg, na Califórnia, e vai levar para o espaço o satélite Jason-3, da NASA. Mas antes mesmo de o satélite entrar em órbita, o primeiro estágio do foguete vai se desprender do resto do corpo e tentar realizar o pouso no oceano.

falcon9

Normalmente, o primeiro estágio de um foguete é descartado após o lançamento. Porém, a prática custa caro: 61 milhões de dólares, precisamente. O difícil é conseguir recuperar essa parte intacta. E é por isso que o pouso seguro é tão importante.  
Desenvolver tecnologias que permitam reutilizar partes de foguetes é uma das principais promessas da Space X. E usar uma plataforma flutuante no mar parece ser um bom modo de fazer isso, como explica Devin Coldewey, da NBC:
"Ter uma plataforma  móvel de pouso significa mais flexibilidade em quando e como o lançamento pode prosseguir - nem sempre é conveniente ou possível para um foguete retornar para um lugar estático (...). Um local de pouso móvel pode ser colocado onde é mais seguro ou mais eficiente em questões de combustível para o foguete descer".
Essa não é a primeira vez que a Space X tenta fazer um pouso no mar. Depois de várias tentativas fracassadas, a empresa está confiante que a instalação móvel é o segredo para o sucesso.

O Tinder esconde um ranking sobre quão desejável você é.

As notas definem quem aparece para você - e para quem você aparece.

tinder ranking

O Tinder tem uma grande razão para ter bombado: não há espaço para sentimento de superioridade ou rejeição. Um perfil aparece. Se você curtir, deslize para a direita. Não agradou? Esquerda. Se as duas pessoas sinalizarem que gostaram do que viram, elas são notificadas e a troca de mensagens é liberada. Se não, a pessoa que te deu um fora nunca vai saber se o sentimento foi recíproco. E a vida segue como se nada tivesse acontecido. Quer dizer, isso é que todo mundo pensava.
De acordo com uma matéria publicada pelo site americano Fast Company, por trás de todo o sistema de combinações do Tinder existe um ranking que define o quão desejável você é. Sem saber, você tem uma nota que muda toda vez que você dá um match ou é dispensado. E é esse número que define quem aparece (ou não) entre seus possíveis pretendentes.
Chamado internamente de ?pontuação de elo? o sistema é complicado. De acordo com Sean Rad, diretor do Tinder, foram necessários dois meses e meio para criar o algoritmo do ranking. A empresa não entra em detalhes sobre quais são as categorias que definem a nota, mas dão uma dica: não é só sua beleza. ?Toda vez que você desliza para um lado, é uma forma de voto: eu acho essa pessoa mais desejável do que outra, independentemente de sua motivação. Talvez seja sua atratividade, talvez por que tenha um perfil muito legal?, afirma Chris Dumler, analista de dados do aplicativo.
Outro fator que aparentemente eleva sua pontuação é dar um match com alguém que tenha uma nota alta, é o que conta Jonathan Badeen, vice presidente da marca, ao comparar o ranking com o game World of Warcraft. ?Eu jogava há muito tempo, e quando se joga contra alguém com alta pontuação, você acaba ganhando mais pontos. É uma forma de essencialmente combinar pessoas e as classificar mais precisa e rapidamente baseado em com quem eles estão combinando?.
Há também o consenso de que a nota é mais baseada nos gostos pessoais de quem está julgando do que em qualquer outra coisa. ?As pessoas se dividem muito, mesmo na questão fotográfica: Alguns realmente gostam de barbas, outros não. A mesma coisa em relação à tatuagens, fotos com animais ou crianças, ou suas fotografias com um tigre?, afirma Tor Solli-Nowlan, engenheiro de dados da empresa.
O Tinder não fala nada sobre revelar as notas de seus usuários. E, se aberto ao público, esse número pode acabar com toda essa sensação de imunidade à rejeição.

O material mais caro do mundo custa R$ 584 milhões - por grama.

Apesar de caro, o fulereno endohedral pode mudar o mundo.

Fulereno

Se você, por um acaso, ganhou na Mega-Sena da Virada e não sabe mais como gastar o seu dinheiro, temos duas palavrinhas que podem fazer tudo que tem no seu banco desaparecer em uma só compra: fulereno endohedral. O material mais caro do mundo custa US$145 milhões por grama (aproximadamente R$ 584 milhões). O que significa que com os R$ 246 milhões entregues no prêmio do sorteio de Reveillon, seria possível comprar 0,42 grama - o peso aproximado de um grão de milho.

O preço foi divulgado pela Designer Carbon Materials uma empresa que surgiu na Universidade de Oxford ano passado. Eles anunciaram ter vendido a primeira amostra do produto desenvolvido por seus pesquisadores.

Mesmo com enorme custo, o fulereno pode mudar o mundo. Sua estrutura molecular, composta por 60 átomos de carbono e um de nitrogênio, consegue deixar suas propriedades mais rápidas em relação à outras moléculas, o que, na prática, garante uma precisão muito maior em algumas medições tecnológicas atuais. Relógios atômicos, por exemplo, passariam do tamanho de uma sala para algo que poderia ser incluído dentro de um chip de celular. Com uma precisão desse nível em tamanho portátil, diversas indústrias seriam revolucionadas. "Haverá muitos usos para essa tecnologia. A mais óbvia é o controle de veículos autônomos. Se dois carros estão indo um contra o outro, dentro de uma rodovia, saber que eles estão em algum lugar dentro de dois metros não é o suficiente, mas dentro de um milímetro é", afirma Lucius Cary, diretor de fundos na incubadora para iniciativas tecnológicas de Oxford.
No horizonte, há outro produto que um dia talvez possa custar mais caro do que o fulereno: a antimatéria. A NASA estima que para produzir a substância seriam necessários US$61 trilhões por grama (aproximadamente R$245 trilhões), mas ninguém ainda se dedicou a tentar fazer disso uma indústria. Ainda.

Depois de invadir email de diretor da CIA, hacker adolescente ataca chefe da Inteligência dos EUA.

Hacker que está tirando onda dos maiores chefões da espionagem americana supostamente tem 15 anos e está no ensino médio.

Este mundo de hoje não está fácil para os espiões profissionais. Afinal, com a ampla disponibilidade de ferramentas tecnológicas poderosíssimas e gratuitas, eles têm sido passados para trás até por amadores adolescentes.
A última vítima foi James Clapper, diretor de Inteligência Nacional do governo dos Estados Unidos, que teve contas de email seus e de sua família e até mesmo sua linha telefônica pessoal invadidos pelo grupo "Crackas With Attitude" (CWA) nos últimos dias. Para tirar onda, os hackers redirecionaram as chamadas telefônicas de Clapper para o Movimento Palestina Livre (os garotos alegam que suas ações são protestos contra a política americana no Oriente Médio).
O CWA, supostamente formado por meia dúzia de adolescentes, um deles com 15 anos, é o mesmo grupo que, em outubro do ano passado, invadiu a conta de email do diretor da CIA, John Brennan, e saiu dizendo pelas redes sociais que o ataque foi tão fácil que até uma criança de 5 anos conseguiria.
Sabe-se de detalhes sobre os dois ataque porque um dos supostos integrantes do grupo entrou em contato com o site americano de tecnologia Motherboard, que checou a história. Um dos fundadores do Movimento Palestina Livre, Paul Larudee, confirmou que estava recebendo chamadas destinadas a Clapper.
Após o ataque, os hackers zombaram de sua vítima pelo twitter:
Hacker adolescente tira onda de chefe da inteligência dos EUA
Resultado de imagem para defalt watch dogs
Será que tem alguma referencia?...
Os CWA brincam com fogo. As leis de segurança nacional em vigor nos EUA desde 2002 dão amplo poder de investigar e de punir ataques como esse. Nesta Era da Vigilância, inaugurada após os ataques ao World Trade Center, suspeitos de terrorismo podem ser vigiados sem quase nenhum constrangimento legal.
A ironia é que está ficando claro que a Era da Vigilância afeta todo mundo. Não são só os cidadãos comuns que ficaram a mercê do aparato estatal - o aparato estatal também pouco pode fazer para se proteger de cidadãos comuns equipados apenas com uma conexão à internet e disposição para investigar.

Sul-coreano constrói robô que brinda e bebe doses.

A invenção chamada Drinky fica com o rosto avermelhado depois de ingerir a bebida.

Drinky Robô


Rosie, de Os Jetsons, C3-PO, de Star Wars, e Bumblebee, de Transformers, são robôs legais, mas não parecem ser exatamente uma companhia ideal para se levar ao bar e tomar umas doses. No entanto, pode ser que estejamos vivendo um daqueles raros momentos em que a realidade consegue ser mais descolada que a ficção científica, porque o inventor sul coreano Eunchan Park construiu um robô cujo objetivo principal é lhe fazer companhia quando você quiser beber alguma coisa
O nome do robozinho é Drinky e consiste basicamente em uma figura que pega um copo com bebida, brinda com você, e vira a dose goela abaixo. Como ele realmente não fica bêbado, todo o líquido ingerido cai em um depósito que lhe serve como base (a bebida pode ser resgatada e colocada novamente em copos mais tarde).  Após a ação, as bochechas de seu novo parceiro etílico ficam vermelhas, ele mexe o pescoço, faz um sinal de aprovação com as mãos e, pronto, já está preparado para a próxima. Você pode conferir o processo aqui:


Eunchan conta que teve a ideia após passar um Natal sozinho e achar extremamente depressivo beber sem companhia. "Eu coloquei um copo extra na minha frente e o servi com Soju (bebida típica do país). Brindei e imaginei ter alguém na minha frente. O gosto mudou. Percebi que o sabor do álcool depende totalmente da existência de companhia", afirma na descrição do vídeo de Drinky, no Youtube.
Drinky foi criado com o apoio do Art Center Nabi, um museu localizado em Seul. O diretor do local, Soh Yeong Roh afirma em sua carta de apresentação, que o objetivo atual da instituição é "mostrar a humanização da tecnologia e a integração da mesma com a vida cultural humana".
O inventor afirma que Drinky não será colocado à venda. Porém, ele disponibilizará em breve o projeto de sua criação para que todo mundo possa construir seu próprio parceiro de bar.

Novo gadget vestível promete ler suas emoções.

A pulseira treme para ajudar você a se acalmar.

Feel

Fitbit e Jawbone são exemplos de gadgets vestíveis que servem para descobrir e monitorar características de seu corpo, como batimentos cardíacos durante exercícios e, ocasionalmente, dar algumas dicas para você aproveitar melhor a malhação. Porém, os desenvolvedores do novo brinquedinho tecnológico, Feel, estão interessados em algo muito mais poético e romântico: eles querem saber como você se sente.
Apesar da ideia parecer propaganda de produto vendido na feirinha hippie da praia, o que sustenta a invenção é alta tecnologia. A pulseira monitora diversos sinais do seu corpo em busca de pistas sobre como você está emocionalmente naquele momento. As análises envolvem deslocamento, suor, temperatura corporal e volume sanguíneo. Os dados formam gráficos e você pode acompanhar tudo, ao vivo, pelo celular (que está conectado via bluetooth com o objeto).
A pulseira também ajuda a lidar com as emoções registradas. Quando você está passando por um estresse muito alto, por exemplo, o objeto vibra, sinalizando que você precisa se acalmar um pouco. Depois que os picos passaram, ela passa a dar dicas para que seus dias tenham mais emoções boas do que ruins, sugerindo exercícios e meditações. ?O primeiro passo para mudar hábitos emocionais negativos é ter ciência deles. O segundo é aperfeiçoar suas emoções, recebendo recomendações personalizadas?, afirmou, em entrevista ao site Mashable, George Eleftheriou, diretor da Sentio Solutions - a empresa por trás do Feel.
Planejou-se que o produto chega-se às lojas americanas em dezembro, custando US$199 (cerca de R$ 793,15). Depois de gastar essa grana, é possível que a pulseira aponte algum pico de estresse.

Metade da nova turma de astronautas da Nasa é composta por mulheres.

Quatro mulheres vão fazer história dentro da agência espacial norte-americana.

Pela primeira vez, em seus 58 anos de existência, 50% dos astronautas recrutados pela NASA são mulheres. São elas: Anne McClain, 36, Christina Hammock Koch, 37, Nicole Aunapu Mann, 38, e Jessica Meir, 38. O processo para admissão não é nada simples. São 18 meses de rigorosos testes médicos e psicológicos. Considerando que mulheres representam menos de 25% da força de trabalho nas áreas das ciências, matemática, engenharia e tecnologia, esse é um avanço e tanto. A próxima parada das mulheres? Possivelmente Marte.


Uma das escolhidas, Anne McClain, disse em entrevista à revista Glamour norte-americana: "Tinham mais de 6.100 inscrições para a nossa turma de oito pessoas, e eu já tinha aceitado que não ia entrar. Ainda me lembro de receber a ligação dizendo que eu havia sido selecionada. Eu não conseguia respirar, não conseguia falar. Comecei a chorar (...). Eu não consigo me lembrar de não querer ser astronauta (...)".
Até 2030, ano em que está prevista a primeira missão tripulada para Marte, as astronautas vão treinar as suas habilidades tanto na Terra quanto no espaço. Vão realizar viagens até asteroides perto da Lua e outros testes. "Não é como a Lua, uma viagem de três dias. Quando você for para Marte, vai mesmo. Não tem como abortar", diz o diretor de exploração de sistemas avançados da NASA, Jason Crusan.
A mesma NASA, que, em 1962 escreveu uma carta  acabando com o sonho de uma mulher que queria ser astronauta (veja abaixo), hoje, tem metade de sua equipe principal formada por elas. Parece que o jogo virou.
carta
"Querida senhorita Kelly,
Essa é uma resposta para a sua carta de 20 de fevereiro de 1962. 
A sua oferta para participar de uma missão espacial é louvável, e nós somos muito gratos.
Informamos que não temos nenhum programa no que diz respeito a mulheres astronautas e nem temos um plano para fazer isso.
 Apreciamos seu interesse e apoio ao programa espacial da nação."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Guia Einstein de viagens no tempo.

Einstein provou que dá parta construir uma máquina do tempo que vá até o futuro. O problema é voltar: a ideia de viajar ao passado continua desafiando a ciência.

Uma vez que a física estabelece que o tempo não é fixo, estático e imutável, como todo mundo pensava até Einstein mudar as regras, passamos ao status de viajantes do tempo.
Sim, viajar pelo tempo é possível e é exatamente isso que estamos fazendo agora. Como a passagem do tempo para nós depende de nossas circunstâncias gravitacionais (ou seja, da curvatura do espaço-tempo, ditada principalmente pelo Sol nessas redondezas), nada impede que estejamos rapidamente acelerando rumo ao futuro, se comparados a uma civilização que tenha decidido se realocar nas redondezas de um buraco negro. Cada região do espaço - e nós com ela - tem seu próprio relógio.
A teoria da relatividade restrita vai ainda mais longe e sugere como podemos saltar para o futuro, sem violar nada (exceto, talvez um limite de velocidade conservador imposto pela polícia rodoviária interestelar). Para visitar o ano de 2030, por exemplo, basta fazer uma viagenzinha de alguns minutos a uma velocidade próxima à da luz. Pronto, estamos lá.
Claro, atingir essa velocidade é muito complicado, porque a relatividade também sugere que sua massa aumenta se você vai muito rápido, e seria preciso muita energia para impulsionar uma pessoa a algo que se aproxime da velocidade da luz. No momento, os viajantes do tempo mais intrépidos que temos são os astronautas. Quando eles passam seis meses na Estação Espacial Internacional, voando a 28 mil km/h, avançam gloriosos 0,007 segundo no futuro.
Então, visitar o amanhã é mais que uma possibilidade - já acontece. O complicado é voltar.
*
A relatividade restrita estabelece que a velocidade máxima permitida nouniverso é a da luz, 300 mil km/s. Quando esse marco é atingido por um observador, o tempo literalmente para. Se quisermos mudar de direção e voltar no tempo, em tese, precisamos viajar mais depressa que a luz. Não pode.
Mas há uma forma de voltar ao passado, e ela emerge da relatividade geral. Entram em cena os buracos de minhoca. Eles são aparentados dos buracos negros, com uma diferença. Em vez de produzir um furo no espaço-tempo que vai desembocar fora do Universo, esse furo acaba saindo em outro ponto do mesmo Universo, criando efetivamente um túnel atravessável. Ele pode levá-lo não só para outro lugar do espaço, mas também para outro ponto do tempo - inclusive no passado.
"A ideia é que você entra por uma boca do buraco de minhoca e sai pela outra em um lugar diferente e em um tempo diferente", explica Stephen Hawking, físico britânico que não se entusiasma muito com a possibilidade de viagens no tempo com direção ao passado.
O problema básico é que, se você pode retornar ao passado, pode, por exemplo, matar o seu avô antes que ele conhecesse a sua avó. Esse evento, por sua vez, o impediria de existir, o que inviabilizaria sua viagem no tempo em primeiro lugar, e você não mataria seu avô. Mesmo desconsiderando por um momento a desumanidade que seria matar o seu próprio avô, admitamos que há um problema aí. Um paradoxo que viola as relações de causa e efeito - em essência, o que dá sentido ao Universo.
Por isso, apesar de a teoria permitir a existência de coisas como buracos de minhoca, Hawking acredita que algo na natureza impediria sua formação. Ele é defensor de uma "conjectura de proteção cronológica" - a ideia de que as leis da física, de algum modo ainda não compreendido, impediriam qualquer possibilidade de viagem para o passado.
Se ele tem razão ou não, ninguém sabe. Mas é fato que, se temos hoje viajantes do tempo vindos do futuro visitando seus avós com más intenções, eles são bem discretos.
*
O tema de viagens no tempo é um em que a vida imitou a arte. Antes que Einstein elaborasse o arcabouço teórico que permitiria as jornadas temporais, H.G. Wells já descrevia, em seu clássico romance A Máquina do Tempo, como passado e futuro eram apenas parte de uma dimensão adicional, num espaço-tempo quadridimensional. O livro foi publicado em 1895, dez anos antes da teoria da relatividade especial. Teria Wells viajado no tempo para se antecipar à ciência?

Aquecimento global já é irreversível, dizem cientistas.

Apesar de a COP 21 ser vista como uma vitória, especialistas acreditam seja tarde demais para impedirmos um aquecimento acima de 1,5 ºC.

Todos os países do mundo se comprometeram a tentar não piorar a situação climática da Terra na semana passada. O acordo, assinado na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 21, estipula os esforços necessários para que que a temperatura terrestre não suba mais do que 2ºC até o fim do século. O tratado é um marco histórico: 195 nações cooperando para salvar o mundo, literalmente. Só tem um problema: alguns cientistas dizem que talvez já seja tarde demais para fazermos o trato dar certo.

Calor

Não que seja impossível, mas as nossas chances não seriam boas - menos da metade. O "Acordo de Paris", como foi chamado o plano que saiu da COP 21, é que, se todas as metas de cortes de emissões estipuladas ali forem cumpridas, teremos 66% de chance de mantermos o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC. Mas talvez isso seja otimismo demais. Para o climatologista Kevin Anderson, da Universidade de Manchester, essa probabilidade seria de no máximo 33%, informa o jornalista Claudio Angelo, neste artigo da ONG Observatório do Clima. Anderson deu uma baixada nos ânimos daqueles que enxergavam o acordo como a salvação certa: "As metas do Acordo de Paris não são consistentes com os 2ºC. Não são baseadas em ciência e não têm nada a ver com equidade", afirmou durante COP.
O ponto principal é como você vê as coisas. De acordo com Anderson, os cálculos que visam os 2ºC se dividem em dois tipos: 1- Os que acreditam que a emissão máxima de gases poluentes aconteceu em 2010, não contando que elas subiram, ou subirão, desde então. E 2- Os que levam em conta as chamadas "emissões negativas". É a ideia de que um rápido plantio de florestas, acompanhado de uma evolução em bioenergia pode servir como um contraponto para os problemas já apresentados. Anderson não acredita muito nisso. Segundo ele, não se sabe ainda como funcionariam, em grande escala, esse volume maior de produção de energia provindo de meios como a cana de açúcar- o professor afirma que isso poderia até gerar um conflito quanto a produção de alimentos.
Anderson não está sozinho nessa briga. Ele é mais um entre os descrentes do cumprimento do acordo. "A meta dos 2 °C permitiu políticos a fingirem que estavam se organizando, quando, na verdade, a maioria fez pouco. Fingir que estavam perseguindo essa meta inatingível permitiu que governos ignorassem a necessidade pela adaptação massiva para a mudança climática", afirmou o professor da Universidade da Califórnia, David Victor, na revista Nature.
Outra possibilidade é que tanto os que acreditam na proposta, quanto os descrentes estejam certos. Como mostrou, em 2007, relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), a teoria chamada "overshoot" clama que a temperatura vai passar dos 2ºC sim, mas depois se estabilizaria e voltaria a cair. Nesse caso, ninguém ganha. A mudança não levaria meses ou anos, mas décadas. E quando voltasse a diminuir, a alta temperatura já teria causado muito estrago para o ambiente, com o aumento do nível do mar, e a morte de animais da decorrência disso.

Cientistas criam camarão vegetariano feito de algas

Alimento promete causar menos impacto sobre o meio ambiente, e também pode ser mais saudável que o natural.

"Nós devemos consumir comida, sem consumir o oceano". Esse é o slogan da start up New Wave Foods, empresa criada pelas biólogas americanas Dominique Barnes e Michelle Wolf, da Universidade Carnegie Mellon e do Instituto Scripps de Oceanografia, com uma proposta ambiciosa: criar um camarão artificial, que seja tão gostoso e saudável quanto o natural - só que feito de algas e proteínas.

Camarão

A empresa ainda não divulgou os detalhes sobre a produção do camarão feito de algas, nem qual é a aparência dele (a imagem acima é meramente ilustrativa). O camarão artificial promete ser mais saudável, pois sua produção não envolve o uso de antibióticos, e também mais ecológico.  A caça descontrolada do camarão é um problema, que pode causar a extinção da espécie. No Brasil, desde 2008, é crime ambiental pescar os camarões de espécie rosa, sete barbas, branco, santana e barba ruça durante seus períodos de reprodução (as datas variam conforme a região do país, mas o período de proibição pode chegar à quatro meses em algumas áreas, como na divisa entre Rio de Janeiro e Mato Grosso). A versão sintética poderia ajudar a suprir a demanda por camarão, diminuindo a pesca irregular.

A ideia da empresa nem sempre foi focar nessa pequena -e deliciosa- criatura do mar. Inicialmente, o plano era tentar salvar tubarões. A proposta inicial era criar, em laboratório, um produto que se assemelhasse às barbatanas do peixe carnívoro. Em 2013, a Universidade de Dalhousie, no Canadá, estimou que cerca de 100 milhões de tubarões são mortos anualmente pela pesca. Porém, os objetivos mudaram quando Michelle e Dominique perceberam que poderiam atingir ainda mais gente. Camarão é o fruto do mar mais consumido nos Estados Unidos.

O alimento ainda está sendo desenvolvido, mas um elemento de sua composição já está definido, uma estirpe de algas (parte que funciona como raiz da planta) usada como alimento por camarões. É  justamente essa substância que deixa o animal com a cor e o gosto que ele possui em natura. Ainda não há datas para o lançamento oficial do produto, mas uma primeira leva feita para testes e demonstrações está planejada para fevereiro, nos Estados Unidos.

Ciência comprova: dinheiro traz felicidade.

Fazer compras proporciona mais felicidade no longo do tempo, enquanto que gastar dinheiro com experiências garantem mais intensidade ao sentimento.

meninas fazendo compras

E a forma como você gasta suas economias neste mundo materialista também interfere no sentimento - podendo ser mais prolongado ou mais intenso. 
A pesquisa foi realizada pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. A diferença desse estudo é que, em vez de avaliar nas expectativas das pessoas em relação às compras ou nas lembranças que elas construíam do momento, o foco é no momento.
No experimento, os pesquisadores avaliaram o que os voluntários sentiam no ato da compra e nas primeiras semanas após a aquisição de um novo bem. Os itens avaliados variavam de roupas a eletrodomésticos como cafeteiras, por exemplo. Também foram investigadas as compras vinculadas ao lazer, como entradas em zoológicos e cinemas.
O que eles descobriram? Que as compras que realizamos estão relacionadas ao tipo de felicidade que sentimos. As pessoas que adquirem bens materiais como um sofá novo, por exemplo, experimentam mais momentos de felicidade nolongo prazo, por estarem sempre em contato com o conforto que aquela compra proporcionou.
Já os que pagam para viver experiências, sentem felicidade de forma muito mais intensa, mas mais fugaz. De todo modo, fica a lembrança de um bom momento, que sempre pode ser revisitada.

Foguete da SpaceX faz pouso de sucesso após lançamento de satélites.

Empresa americana conseguiu realizar aterrissagem do foguete após quatro tentativas fracassadas no mar. Desta vez, o pouso foi realizado em terra.

Um fato inédito na história espacial - e que vai revolucionar nossas viagens ao espaço. A empresa americana SpaceXconseguiu realizar um pouso bem sucedido do foguete Falcon 9, que retornou do espaço. Já haviam sido feito quatro tentativas anteriores de aterrissagens no mar, mas todas haviam dado errado. Nesta segunda (21), entretanto, o pouso em terra foi um sucesso.


SpaceX


Com esse feito, os foguetes poderão ser reutilizados como naves espaciais - uma economia de muitos milhões de dólares. 
O Falcon 9 decolou às 20h29 do dia 21 de dezembro (23h29 no horário de Brasília), numa missão para colocar 11 novos satélites em órbita. Após o lançamento, a parte do foguete responsável pela propulsão começou seu retorno à Terra. Apenas 11 minutos depois, pousou suavemente, em posição vertical. Ele chegou a subir cerca de 200 km antes de voltar.
A empresa fez um vídeo especial para falar sobre o lançamento. Você pode assistir aqui embaixo:



Fonte: Super Interessante