quinta-feira, 5 de novembro de 2015

“Estruturas alienígenas” ou uma instituição à procura de financiamento?

O que os meios de comunicação social divulgaram sobre as supostas "estruturas alienígenas" detetadas pelo telescópio Kepler e o que foi publicado no artigo científico pouco têm a ver. Porque será?
Kepler Mission/NASA
Pode dizer-se que a possibilidade de haver uma “estrutura alienígena” na proximidade da estrela KIC 8462852 se tornou viral a partir do meio de outubro, mas o artigo científico que deu origem a estas notícias nada diz sobre estas supostas estruturas, disse ao Observador Sérgio Sousa, investigador Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, no polo da Universidade do Porto. “Quem lê o artigo com cuidado poderá verificar que em lado nenhum se refere a hipótese de ‘estrutura alienígena’.”
Não é a primeira vez que acontece, nem vai ser a última, infelizmente”, lamentou Sérgio Sousa criticando a forma como esta notícia foi passada aos media. “E olhando para o passado recente, vê-se um aumento desta má comunicação, especialmente por parte de equipas científicas do Estados Unidos. Obviamente que o assunto de extraterrestres, ainda que fictício, atrai a atenção do público, o que é usado claramente para chamar a atenção.”
Tabetha Boyajian, primeira autora do estudo e investigadora na Universidade de Yale (Estados Unidos), confirmou ao The Altantic que o artigo científico só mostrava os cenários de origem “natural” que podiam justificar as estranhas observações. A coordenadora do grupo de cidadãos-cientistas que ajudou a analisar a enorme quantidade de dados disse, no entanto, que estava a considerar outros cenários. Tabetha Boyajian está neste momento a trabalhar com Jason Wright, astrónomo na Universidade Estatal da Pensilvânia, e Andrew Siemion, diretor do Centro de Investigação SETI, na Universidade da Califórnia, e preparam-se para publicar um novo artigo que explora a hipótese de o fenómeno ser causado por vida extraterrestre.
E é contra o centro SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), que se dedica a procurar sinais de vida no espaço pela presença da tecnologia que tenham desenvolvido, que Sérgio Sousa dirigiu as principais críticas. “Acho que esta visibilidade pode ser benéfica a curto prazo para estas equipas científicas e em especial para uma entidade como o SETI que se apoia neste tipo de noticias para ir sendo financiado”, disse. “A longo prazo, contudo, penso que a descredibilização pelo público possa levar a menos financiamento para a ciência em geral.”
A equipa do SETI não parece, no entanto, desistir da ideia de comprovar que os dados intrigantes registados pelo telescópio espacial Kepler pertencem a uma “sociedade tecnologicamente sofisticada” que criou um conjunto de painéis solares para orbitar a estrela e tem os Telescópios Allen a trabalhar para o demonstrar. Estes radiotelescópios conseguem detetar frequências entre um e 10 gigahertz. “É como estar à procura de TV cabo cósmica, mas em vez de estar à procura de inteligência em 400 ou 500 canais, estamos a fazê-lo em milhares de milhões de canais”, disse ao Business Insider Doug Vakoch, astrónomo no SETI.
Com base nos antecedentes históricos, o mais provável é que a perda de brilho de KIC 8462852 seja devido a causas naturais, mas na busca por inteligência extraterrestre qualquer pista sugestiva deve ser, evidentemente, mais investigada. E é isso que o SETI está a fazer neste momento”, lê-se no site do instituto.
Sérgio Sousa não negou que “a descoberta deste fenómeno na estrela KIC 8462852 é de facto bastante intrigante”, mas optou por “usar a razão e o conhecimento existente para encontrar razões que possam explicar e avaliar os dados recolhidos pelo Kepler”.
Mas o que tem de tão especial a observação feita peloKepler?
Desde que o telescópio espacial encontrou esta estrela, em 2009, que a tem observado. O que este telescópio procura, nesta e nas outras cerca de 150 mil estrelas que observa, são pequenas variações no brilho. Quando estas variações acontecem periodicamente e com uma quebra de brilho mais ou menos constantes, podemos estar perante um objeto, como um planeta ou cometa, que orbita essa estrela.
O que a estrela KIC 8462852 tem de estranho é que o brilho pode diminuir até 22%, um fenómeno nunca observado em nenhuma estrela. As restantes estrelas observadas pelo Kepler podem ter uma quebra de brilho de um ou dois por cento. Para um planeta que passasse em frente à estrela provocar uma quebra de brilho tão grande era preciso que tivesse metade do diâmetro da estrela, referiuo Guardian. Repare que Júpiter, o maior planeta do sistema solar, tem apenas um décimo do tamanho do Sol. Mais, a estrela KIC 8462852 tem uma vez e meia o tamanho do nosso Sol. Haverá um planeta assim tão grande que a faça perder 20% do brilho? A resposta parece ser: não.
Para piorar a dificuldade em avaliar esta situação, o objeto que passa em frente à estrela não o faz com uma frequência definida, como costuma acontecer com as órbitas dos planetas. O “escurecimento” da estrela pode levar cinco dias ou até 80. Daí que outra explicação “natural” seja a passagem de uma nuvem de asteroides ou de fragmentos de um cometa que continuam a orbitar a estrela, mas que lhe provocam este padrão irregular de atenuação do brilho.
A hipótese mais credível parece estar relacionada com a desintegração de um cometa que orbitasse à volta desta estrela”, disse ao Observador Mário Lino da Silva, investigador no Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico de Lisboa. “Um estudo detalhado destas quedas de luminosidade ao longo do tempo permitirá resolver esta questão. Se for, de facto, a quebra de um cometa, estes padrões irão reproduzir-se à medida que os detritos passam à volta da estrela, até desaparecer gradualmente, à medida que estes se vaporizam ou regressam para os confins da órbita da estrela. Se esta anomalia não desaparecer, nesse caso será necessário revisitar o problema para encontrar outras explicações.”
Embora confirme a hipótese da desintegração do cometa, Mário Lino da Silva descartou a hipótese da nuvem de detritos, porque estes detritos ao aquecerem emitiriam radiação infravermelha adicional. E isso não está a acontecer. A ausência de radiação infravermelha anómala também exclui a possibilidade da hipótese mais “exótica”, explicou o investigador. “[Esta hipótese] implica a presença de estruturas artificiais de uma civilização de tipo 2 na escala de Kardashev – civilização com consumo de energia da ordem de grandeza da irradiada por uma estrela –, em que seriam construídas estruturas do tipo ‘esfera de Dyson‘ para absorver a energia do sol – tal qual um painel solar no espaço. Este tipo de estruturas aqueceria o suficiente para emitir radiação infravermelha.” Ora, como já se viu, isto não está a acontecer.
As nuvens de detritos ou a desintegração do cometa parecem ser, na opinião de Vítor Cardoso, que lidera o grupo que estuda gravidade no instituto Centra do Instituto Superior Técnico, a hipótese mais plausível. “Esta é, segundo os autores do artigo, a explicação mais convincente, mas tem um tudo-nada de especulação”, disse ao Observador. “Claro que, estando no campo da especulação, tudo é possível.” E isso justifica (ou não) que alguns investigadores se tenham lembrado que pode ser “possível que uma civilização avançada tenha construído uma ou mais naves gigantes que orbitem em torno da estrela (talvez para a usarem como combustível), e que sejam estas naves que estejam a eclipsar a estrela”. “Esta alternativa é pouco credível. Mas é tão sensacional que vale a pensa pensar sobre o assunto”, rematou Vítor Cardoso.
Fonte:Observador

EUA aprovam vírus que trata câncer de pele

Terapia, que utiliza vírus geneticamente modificado, recebe permissão da FDA e já pode ser comercializada

t-vex

A Food and Drug Administration, agência do governo americano que regulamenta a aprovação de medicamentos, autorizou a utilização do vírus T-VEC, desenvolvido pela empresa Amgen (que dá a ele o nome comercial de Imlygic), no tratamento de casos avançados de melanoma - um tipo de câncer de pele que afeta 74 mil pessoas, e mata 10 mil, a cada ano nos EUA. O uso de vírus no combate ao câncer é discutido há decadas, mas só agora chega ao mercado, na forma de uma terapia disponível comercialmente. 
O T-VEC é uma versão geneticamente modificada do vírus HSV-1, que causa herpes. Ao ser injetado nos tumores e se multiplicar dentro deles, libera uma proteína chama GM-CSF, que é fabricada naturalmente pelo organismo em algumas circunstâncias e causa a morte celular. Além dessa ação direta, acredita-se que o vírus estimule o sistema imunológico humano a atacar as células tumorais. 
O tratamento consiste em uma série de injeções, ao longo de seis meses, e irá custar US$ 65 mil. Segundo o fabricante, ele eliminou metade dos tumores durante os testes clínicos. Mas esse número não foi endossado pela FDA - que, ao anunciar a liberação do tratamento, informou que o vírus é eficaz em 16% dos casos de melanoma.

DNA humano é encontrado em salsichas vendidas nos EUA

Estudo avaliou 345 salsichas, de 75 marcas - e detectou algum tipo de irregularidade em 14,4%

Resultado de imagem para salsicha

A pesquisa foi realizada por uma startup chamada Clear Labs, que oferece serviços de análise de alimentos - e avaliou 345 salsichas de 75 marcas. Dessas, 14,4% foram consideradas "problemáticas", pois apresentavam problemas higiênicos ou continham algum tipo de elemento indevido, que não era listado na composição e não deveria fazer parte do produto. Na maior parte dos casos, esse elemento era proteína de outro animal (salsichas suínas que continham frango, por exemplo). Dezenove salsichas, ou 5,5% do total, apresentaram essa irregularidade. 
Das 21 salsichas vegetarianas testadas, duas continham traços de DNA animal - de porco em um dos casos, de frango no outro. Mas o mais perturbador é que seis salsichas, ou 2% do total, continham material genético humano. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, isso não significa que elas contenham carne humana. Os fragmentos de DNA provavelmente vieram de elementos contaminantes, como fios de cabelo ou fragmentos de pele (um ser humano solta em média 1 milhão de fragmentos de pele por dia), que de alguma forma entraram em contato com as salsichas durante o processo de fabricação.
Ou seja, trata-se de uma questão de (má) higiene, não de adulteração na composição do produto - como a revelada em 2013 na Inglaterra, quando se descobriu que determinada marca de lasanha continha de 60% a 100% de carne de cavalo.

Exoplaneta a 75 anos-luz da Terra tem chuva de ferro fundido.

PSO J318.5-22

Perto do que acontece no exoplaneta PSO J318.5-22, até mesmo as tempestades mais devastadoras que acontecem na Terra são “fichinha”. Isso porque, por lá, o clima é tão absurdo que ocorrerem intensas tempestades de areia e - pasmem - chuvas de ferro fundido.
O planeta localizado a 75 anos-luz do nosso tem dimensões equivalentes às de Júpiter (o maior planeta do nosso quintal espacial) e é chamado de “exoplaneta” por estar fora do Sistema Solar. A descoberta de suas condições meteorológicas é importante pois é uma das primeiras vezes que cientistas puderam determinar como é o clima de um planeta fora do nosso sistema.

PSO J318.5-22Criação artística mostra como seria a aparência do PSO J318.5-22 (Reprodução: MPIA/V Ch Quetz)

Os astrônomos utilizaram instrumentos com tecnologia infravermelha no New Technology Telescope, do European Southern Observarory (ESO), localizado no Chile, e descobriram que o brilho do planeta apresentava variações constantes. Essa variação poderia ser devido a nuvens de ferro fundido se movimentando na atmosfera do exoplaneta, e então a equipe começou a se dedicar para confirmar a suspeita. Após observações e estudos, os cientistas determinaram que a cor avermelhada do PSO J318.5-22 se dá devido a gotículas de ferro e silicato que se condensam nas nuvens de sua atmosfera, e análises sugerem que essas nuvens são extremamente espessas, se estendendo até o topo da camada atmosférica. 
Segundo a Dra. Beth Biller, líder do estudo realizado na escola de física e astronomia da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, “a descoberta mostra quão onipresentes são nuvens em planetas e objetos similares”. A doutora conta que a equipe está “trabalhando para estender a técnica [usada no PSO J318.5-22] para outros planetas gigantes ao redor de estrelas jovens” e também disse que esperam detectar as condições meteorológicas em exoplanetas similares à Terra que potencialmente poderiam abrigar a vida como conhecemos.

PSO J318.5-22Imagem da descoberta do exoplaneta, que flutua pelo espaço sem orbitar nenhuma estrela (Reprodução: Divulgação)

O PSO J318.5-22 foi descoberto há dois anos e estima-se que sua idade seja de 12 milhões de anos. Como ele não orbita nenhuma estrela, provavelmente foi “expulso” de seu sistema solar durante algum incidente cósmico pouco após sua formação. A descoberta de seu clima foi publicada no The Astrophysical Journal, uma das publicações mais relevantes do meio científico.


Fonte:Canal Tech

Americano tem verme retirado do cérebro após médico dizer que ele teria 30 min de vida

Homem chegou ao hospital alegando dor de cabeça muito forte e teve verme retirado em cirurgia de emergência
  • Homem chegou ao hospital alegando dor de cabeça muito forte e teve verme retirado em cirurgia de emergência
Um homem que vive na Califórnia, nos Estados Unidos, foi surpreendido com um prognóstico pouco animador quando procurou os médicos de um hospital em Napa por causa de uma dor de cabeça agoniante.

Em um escaneamento, o neurocirurgião que o atendeu, Soren Singel, detectou um verme vivo no cérebro de Luis Ortiz e disse ao paciente ele teria apenas 30 minutos de vida. Ortiz foi imediatamente submetido a uma cirurgia de emergência.

O verme tinha crescido e formado um cisto que obstruiu a circulação e o fluxo de água para o resto do cérebro. O paciente foi anestesiado e, com auxílio de câmeras, os médicos localizaram e retiraram o verme em forma de larva, uma tênia.

"O médico disse que quando tirou aquilo, ainda estava balançando.", contou Ortiz.

Os Centros Americanos para Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês) dizem que cistos formados por larvas no cérebro - a chamada neurocisticercose - podem se desenvolver depois através da ingestão de ovos microscópicos, normalmente presentes em fezes de pessoas infectadas com a Taenia solium (tênia do porco).

Uma vez no corpo, esses ovos se abrem, e as larvas sobem até o cérebro. Segundo os CDC, aproximadamente mil pessoas são hospitalizadas por ano por algum problema de neurocisticercose.

Após o susto, Ortiz agora se recupera da cirurgia feita em agosto e espera poder voltar para a universidade - ele estava prestes a começar seu último ano na Sacramento State University quando o problema surgiu.

"É muito gratificante para mim estar vivo, porque se eu tivesse esperado um pouquinho mais para ir ao hospital, provavelmente eu não estaria aqui agora", disse ele à rede de TV CBC San Francisco.

Nasa registra aurora improvável e perdas de gases na atmosfera de Marte

Arte mostra uma tempestade solar batendo em Marte e eliminando íons da atmosfera do planeta
  • Arte mostra uma tempestade solar batendo em Marte e eliminando íons da atmosfera do planeta
A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) divulga nesta quinta-feira (5) informações importantes sobre a atmosfera de Marte graças aos dados colhidos pela missão Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), em que sondas foram enviadas ao planeta vermelho. Em anúncio ao vivo, que está acontecendo desde às 17h (horário de Brasília), Michael Meyer, o cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte, e o professor Bruce Jakosky, investigador do principal laboratório de física atmosférica e espacial da Universidade do Colorado, nos EUA, explicam as novas descobertas publicadas em quatro estudos na revista Sciencedesta semana.
Em um deles, Nick Schneider e colegas observaram uma aurora intensa em Marte. O primeiro registro de luminescência em Marte ocorreu em agosto de 2004, pela sonda Expresso Marte, da ESA (Agencia Espacial Europeia). Essa emissão de luz foi interpretada como aurora. Desta vez, as observações mostram um fenômeno luminescente mais intenso, fornecendo informações mais detalhadas do processo físico. "Se você perguntasse para um astrônomo se há aurora em Marte, ele responderia "provavelmente não", comenta Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG - USP).
Na verdade, diz, a teoria mostra apenas uma possibilidade remota, pois para ter aurora é preciso um campo magnético, mas Marte perdeu o seu ao longo do tempo. O professor explica que o Sol constantemente emite matéria (elétrons, prótons e íons), os chamados ventos solares. No entanto, podem ocorrer eventos súbitos, decorrentes de explosões solares, que jogam grande quantidade de plasma da coroa solar no espaço e se chocam com planetas, satélites, cometas e asteroides. Quando o vento solar se choca com a magnetosfera do planeta, produz-se um efeito luminoso conhecido como aurora. O choque em Marte foi assunto de três das análises divulgadas pela Nasa.
Na Terra esse choque é bem mais intenso nas proximidades dos polos geográficos, produzindo as auroras boreais (hemisfério Norte) e austrais (hemisfério Sul). Quanto mais intensa for a explosão solar, mais intensas são as auroras. O campo magnético da Terra é intenso porque o núcleo dela tem uma grande concentração de ferro líquido.
Já em Marte, além de essa quantidade de ferro ser menor, ele foi se resfriando ao longo do tempo, e há bilhões de anos o planeta perdeu seu campo magnético. Portanto, havia apenas uma possibilidade remota de haver auroras em Marte. Picazzio explica que essa aurora marciana, que é muito mais fraca e difusa que a terrestre, ocorre por causa da interação do magnetismo contido no vento solar e do magnetismo fóssil que restou nas rochas da crosta de Marte.

Efeito das explosões solares em Marte

Outros dois estudos avaliaram o efeito dessas explosões solares sobre a atmosfera de Marte. Justamente por não ter campo magnético, os gases na superfície do planeta sofrem mais a ação do Sol, ou seja, perde muita matéria com a passagem dessas "rajadas" provocadas pelas explosões solares. Os estudos mostram que essa perda é maior do que se imaginava.
O que se sabe atualmente sobre a atmosfera marciana é que é bem diferente da Terra, sendo composta principalmente por dióxido de carbono (95,3%) e com pequenas porções de outros gases, como nitrogênio, argônio, neon e oxigênio. 
"Isso dá indícios sobre a história de Marte e ajuda a compor a ideia de como era o planeta, que tem 4,6 bilhões de anos", diz Picazzio. Com o enfraquecimento do magnetismo marciano, a magnetosfera do planeta perdeu intensidade e a atmosfera de Marte ficou mais exposta à ação do vento solar e das "rajadas" decorrentes das explosões solares. O Sol apresenta comportamento cíclico de atividade que dura cerca de 11 anos.
 Durante esse período ele passa por épocas de calmaria e de elevada atividade, com numerosas e intensas explosões solares.
O trabalho de Laila Andersson analisou uma poeira encontrada pelas sondas a 150 mil quilômetros de altura na atmosfera do planeta vermelho. Apesar de ter a atmosfera rarefeita, - a pressão atmosférica na superfície da Terra é 90 vezes maior do que a de  Marte  - existem ventos lá. A questão era se esses ventos seriam capazes de levantar poeira tão alto. Essa poeira, segundo o estudo, é muito pequena, de 1 a 12 mícrons apenas, e move-se em grandes velocidades, mostrou a sonda da NASA. 
A análise mostrou que se trata da chamada poeira interplanetária, vinda principalmente de cometas, mas também da colisão de asteroides, entre outras fontes. "Essas informações são importantes para alimentar teorias e modelos sobre o planeta. Quanto mais informações se tem de Marte, maior será nossa compreensão sobre sua formação e sua história, assim como dos processos físicos que predominaram durante a formação e evolução do planeta. Esses conhecimentos não se restringem ao planeta em estudo, mas esclarecem fatos que marcaram a história dos demais objetos do Sistema Solar", diz o professor da USP.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fenômeno foi filmado por câmeras de dois carros e pôde ser visto em outras partes da Tailândia, pela segunda vez este ano

Um meteoro foi visto cruzando o céu da capital tailandesa, Bangcoc, na noite desta segunda-feira (2).

A Sociedade Astronômica Tailandesa confirmou no Facebook que o objeto era um meteoro

























A Sociedade Astronômica Tailandesa confirmou no Facebook que o objeto era um meteoro
O evento foi filmado por câmeras de dois carros e pôde ser visto em outras partes do país. A Sociedade Astronômica Tailandesa confirmou em sua página no Facebook que o objeto era um meteoro.
É a segunda vez em dois meses que o céu de Bangcoc é iluminado por um meteoro.


Fonte:Ultimo Segundo

El Niño pode levar a epidemias de dengue em grande escala, diz estudo

Casos de dengue na Ásia aumentaram junto com aquecimento do oceano.
Cientista diz que temperaturas altas criam condições ideais para epidemia.


Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também pode transmitir o zika vírus (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)
Aedes aegypti, transmissor da dengue: altas temperaturas relacionadas ao fenômeno El Niño podem estar estimulando a proliferação do mosquito (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)
O fenômeno climático conhecido como El Niño pode desatar uma epidemia de dengue em grande escala no sudeste da Ásia - informaram pesquisadores internacionais nesta segunda-feira (5).
Verificou-se que os casos de dengue aumentaram no mesmo passo que a tendência de aquecimento dos oceanos, o que ocorre em alguns anos, mas não todos. Espera-se que a corrente do El Niño, que já começou e vai durar até o próximo ano, seja uma das mais intensas dos últimos 20 anos.
"As grandes epidemias de dengue ocorrem sem aviso prévio, o que pode sobrecarregar os sistemas de saúde pública", disse o principal autor do estudo, Willem Van Panhuis, professor assistente de epidemiologia da escola de saúde pública da universidade de Pittsburgh.
"Nossas análises mostraram que as temperaturas elevadas podem criar as condições ideais para que uma epidemia de dengue de larga escala se propague".
Os pesquisadores analisaram 18 anos de relatórios sobre a dengue no sudeste asiático, segundo o estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). A tendência foi observada no total de 3,5 milhões de casos reportados em oito países.
Altas temperaturas e proliferação do mosquito
Durante a última temporada particularmente forte do El Niño, que foi de 1997 a 1998, "a transmissão da dengue foi muito alta e coincidiu perfeitamente com as altas temperaturas, que permitiram que os mosquitos se reproduzissem mais rápido e propagassem o vírus da dengue com mais eficácia", afirmou o estudo.
As altas temperaturas nas regiões tropicais e subtropicais foram provocadas pelo El Niño.
A dengue, causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, é responsável por cerca de 400 milhões de infecções ao ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a prevalência mundial da dengue aumentou dramaticamente nas últimas décadas e agora metade da população mundial está em risco.
Fonte:G1 Globo

Convívio com cães 'reduz risco de asma em crianças'

Estudo com 650 mil crianças revela que cachorro de estimação pode reduzir risco em 15%


 Possuir um cão no primeiro ano de vida diminui risco de crianças terem asma, segundo pesquisadores suecos  (Foto: CDC/ James Gathany)
Possuir um cão no primeiro ano de vida diminui risco de crianças terem asma, segundo pesquisadores suecos (Foto: CDC/ James Gathany)
Crianças pequenas que têm um cachorro de estimação em casa têm menor probabilidade de desenvolver asma, segundo um grande estudo sueco.
Ficar exposto a um cachorro no primeiro ano de vida está ligado a uma queda de 13% no risco de desenvolver asma durante a infância. A pesquisa reuniu dados de 650 mil crianças para chegar a essa conclusão.
O estudo foi divulgado na publicação médica JAMA Pediatrics. Ele se baseia na ideia de que animais de estimação podem ajudar o sistema imunológico e evitar alergias.
Porém ainda é necessário aprofundar a pesquisa, pois os estudos mais antigos que foram analisados mostram resultados conflitantes.
Além disso, comprar um cão para uma criança que é alérgica a cachorros não é uma boa ideia, segundo os pesquisadores.
O melhor amigo do homem?
Animais são uma causa comum de alergia. Metade das crianças que têm asma são alérgicas a gatos e 40% a cães, de acordo com a ONG Allergy UK.
Cães fortalecem sistema imunológico de crianças, diz estudo (Foto: Odilon Dimier/Altopress/AFP)Segundo pesquisadores, exposição melhora tolerância a agentes alergênicos (Foto: Odilon Dimier/Altopress/AFP)
Os animais se lambem para se limpar. Durante este processo, células da pele cobertas de saliva, caspa e pelos soltos são eliminadas. Algumas pessoas acabam desenvolvendo alergia a esta caspa animal.
Mas as descobertas desse último estudo sugerem que a exposição à caspa na infância pode ser benéfica.
Crianças que cresceram com um cão em casa tinham menos chance de ter asma aos sete anos do que crianças que não tiveram esse contato.
Viver em uma fazenda em contato com muitos animais parece dar ainda mais proteção, diminuindo o risco de asma em 50%.
 Manter os animais limpos é uma das dicas para evitar realção alérgica, segundo a Asthma UK  (Foto: CDC/ Dawn Arlotta)Manter os animais limpos é uma das dicas para evitar realção alérgica, segundo a Asthma UK (Foto: CDC/ Dawn Arlotta)
"Nossos resultados confirmaram o 'efeito da fazenda' e também vimos que crianças que cresceram com cães tinham 15% menos asma que crianças sem cachorros", disse a cientista Tove Fall, da Universidade Uppsala, na Suécia.
Fall disse que esses resultados estão de acordo com a hipótese da higiene, segundo a qual a exposição à poeira e à sujeira melhora nossa tolerância a agentes alergênicos.
"Essas informações são importantes para pais que estão esperando um bebê ou planejam ter um. Eles não precisam se preocupar em ter um cão, se quiserem."
"Mas se você tem uma criança que já é alérgica, você não deve arranjar um cachorro para tentar curar seu filho. Isso não vai funcionar e provavelmente vai agravar a alergia".

Se você vive com animais, há algumas coisas que pode fazer para diminuir os riscos de uma reação alérgica, segundo a Asthma UK:
- Tente manter os animais fora de seu quarto e, quando possível, também das áreas de convívio
- Banhos regulares em gatos e cachorros podem ajudar
- Você pode tentar usar filtros de ar e um aspirador eficiente. Isso pode ser útil para pessoas com alergia a gatos, mas não há provas claras de que realmente traz benefícios
- Nenhuma raça de cães é à prova de alergias porque todos eles soltam caspa

"Alguns estudos falaram sobre o assunto, mas não um estudo longitudinal com tantas crianças. Desse ponto de vista, esse é um estudo poderoso. Ele é muito bem vindo", disse Amena Warner, da Allergy UK.
Mas a organização diz que é preciso fazer mais pesquisas na área para que isso realmente se transforme em conselhos práticos para pais de crianças pequenas.

Fonte:G1 Globo

Rinoceronte raro que vivia nos EUA chega à Indonésia para salvar espécie

Exemplar de rinoceronte-de-sumatra nasceu em cativeiro em zoo dos EUA.
Especialistas esperam que ele se reproduza para salvar espécie.


Foto mostra rinoceronte-de-Sumatra Harapan, que foi transportado de zoológico nos Estados Unidos para a ilha de Sumatra: objetivo é que animal se reproduza, pois restam poucos exemplares no mundo (Foto: HO/Cincinnati Zoo/AFP)
Foto mostra rinoceronte-de-sumatra Harapan em seu novo lar, na Indoesia: ele foi transportado de um zoológico nos Estados Unidos para a ilha de Sumatra: objetivo é que animal se reproduza, pois restam poucos exemplares no mundo (Foto: HO/Cincinnati Zoo/AFP)
Apropriadamente chamado "Esperança", um rinoceronte-de-sumatra nascido em cativeiro nos Estados Unidos chegou nesta segunda-feira (2) ao seu novo habitat, na Indonésia, onde especialistas torcem para que ele consiga se reproduzir para salvar a espécie em risco de extinção.
Harapan, um macho de oito anos cujo nome significa "Esperança", chegou ao amanhecer a um santuário para a conservação de rinocerontes na ilha de Sumatra, no oeste da Indonésia, depois de um longo périplo a partir do zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos.
O rinoceronte "está se adaptando bem" depois de viajar 36 horas de avião, barco e estrada, até chegar ao santuário localizado no parque nacional de Way Kambas, declarou à AFP um funcionário do ministério indonésio das Florestas, Bambang Dahono Adji.
"Ele está bem de saúde e tem muito apetite. Esta manhã, observamos que comia todas as folhas", acrescentou.
Só resta uma centena de exemplares
Os rinocerontes-de-sumatra, os únicos da Ásia que têm chifres, são dos menos numerosos do mundo, e atualmente só restaria uma centena de exemplares.
Harapan era o último rinoceronte da espécie nos Estados Unidos, onde não tinha chances de acasalar. Por isso, decidiram levá-lo a Sumatra para que possa se reproduzir.
Seu irmão mais velho, Andalas, foi levado em 2007 de um zoológico de Los Angeles ao santuário de Sumatra. Desde então teve um filhote e espera-se que o segundo nasça em maio.
Segundo Adji, Harapan será posto em quarentena durante pouco mais de duas semanas antes de entrar no santuário.
A partir dali, os encarregados do santuário esperam que siga o exemplo do irmão mais velho e acasale com uma das três fêmeas do santuário.
Fonte:G1 Globo

Degelo antártico pode elevar em três metros o nível do mar, alerta estudo

Área chave da Antártica ocidental já poderia estar suficientemente instável. 
Cientistas usaram modelos para projetar efeitos de 60 anos de degelo.


 Foto mostra baleia emergindo em região antártica; estudo concluiu que, em longo prazo, degelo antártico vai elevar em 3 metros o nível do oceano (Foto:  John B. Weller/The Pew Charitable Trists/AFP)
Foto mostra baleia emergindo em região antártica; estudo concluiu que, em longo prazo, degelo antártico vai elevar em 3 metros o nível do oceano (Foto: John B. Weller/The Pew Charitable Trists/AFP)
Uma área chave da Antártica ocidental já poderia estar suficientemente instável para desaparecer e provocar um aumento de três metros no nível dos oceanos, advertiram cientistas nesta segunda-feira (2).
O estudo, publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS") sucede uma pesquisa feita no ano passado, comandada pelo glaciologista da Nasa Eric Rignot, que advertia que o gelo antártico tinha chegado a um ponto de retração irreversível, que o degelo era incontrolável e podia elevar o nível do mar em 1,2 metro.
Agora, os cientistas do Postdam Institute for Climate Impact Research, da Alemanha, apontaram para os impactos de longo prazo do setor crucial do Mar de Amundsen, na Antártica Ocidental, que - sustentam - "muito provavelmente se desestabilizou".
Simulação de longo prazo
Enquanto pesquisas anteriores "estudaram a evolução futura desta região a curto prazo, aqui damos um passo a mais e simulamos a evolução de longo prazo de toda a camada de gelo da Antártica Ocidental", indicaram os autores nos anais da Academia Nacional de Ciências.
Os pesquisadores usaram modelos informáticos para projetar os efeitos de 60 anos de degelo na taxa atual e previram que "ocorreria uma desintegração completa a longo prazo".
Em outras palavras, "toda a camada de gelo marinha tombará no oceano, causando um aumento global do nível dos mares de aproximadamente três metros", indicaram os autores.
"Se a desestabilização já começou, um aumento de três metros no nível do mar nos próximos séculos a milênio poderia ser evitável", acrescentaram.
Até algumas poucas décadas de aquecimento dos oceanos podem desencadear um degelo com centenas a milhares de anos de duração.
"Uma vez que as massas de gelo forem afetadas, que é o que está ocorrendo atualmente, respondem de uma forma não linear: há uma ruptura relativamente súbita da estabilidade após um longo período no qual se veem poucas mudanças", advertiu o principal autor do estudo, Johannes Feldmann.
Fonte:G1 GLOBO